Regras Adaptadas na Iniciação: Goleiro-Linha x Defesa Individual

Acompanhando e participando de algumas competições de base, observo com frequência a utilização de regras adaptadas voltadas para a iniciação (categorias mirim e infantil, principalmente), tendo como justificativa garantir uma jogabilidade que esteja adaptada à faixa etária, período de aprendizagem e desenvolvimento motor e antropométrico da criançada. Fui um dos grandes defensores deste olhar, mas o que observamos é que a tentativa de “pedagogizar o … Continuar lendo Regras Adaptadas na Iniciação: Goleiro-Linha x Defesa Individual

Gostar de Handebol – Primeiro Objetivo Didático

Por onde começar a ensinar handebol? Como transformá-lo num esporte interessante e que faça com que as crianças se apaixonem por ele?

Não se trata exatamente de achar um método especial, mas sim de se escolher uma forma especial de ensinar um conteúdo relevante.

O que faz o handebol especial? O que o difere de outros esportes? Talvez esteja aí o elemento essencial para se traçar um primeiro objetivo didático. Continuar lendo “Gostar de Handebol – Primeiro Objetivo Didático”

Fixações no Handebol – Artigo Científico

Olá pessoal! Gostaria de incluir no blog um artigo científico relacionado aos conceitos de Fixação Par, Ímpar e Par-Ímpar. Trata-se de um texto muito bom do professor Rafael Pombo Menezes, um dos maiores contribuidores sobre os estudos científicos do handebol que eu conheço. Clique aqui para acessar o artigo (é necessário um leitor de PDF para abrir o arquivo) Apenas como critério de curiosidade, existem … Continuar lendo Fixações no Handebol – Artigo Científico

Artigo científico que vale a pena ler!!!!

Com este blog busco aproximar sempre que possível o conhecimento produzido em algo mais acessível. Trago hoje o link para um belíssimo artigo escrito por um grupo de professores notáveis: Larissa Galatti, Pedro Serrano, Antônio Seoane e o grande mestre Professor Roberto Rodrigues Paes. O nome do artigo é Pedagogia do Esporte e Basquetebol: Aspectos metodológicos para o desenvolvimento motor e técnico dos atletas em formação … Continuar lendo Artigo científico que vale a pena ler!!!!

Artigo Científico: Criação do Urban Hand

Não existem dúvidas sobre a necessidade de desenvolver o gosto pelo handebol, de forma que este faça parte do cotidiano de nossos jovens. Vê-lo ser jogado nas ruas brasileiras é sem dúvida um objetivo a ser alcançado. Pesquisando, encontrei este interessante trabalho, que pauta-se na criação de um esporte chamado Urban Hand. É um texto nacional que mostra a ânsia por este objetivo: tornar o … Continuar lendo Artigo Científico: Criação do Urban Hand

Mudanças na regra do Handebol de Base – Estamos solucionando o problema?

Começo de ano sempre me faz pensar nas reuniões técnicas das Ligas e Federações.

Há algum tempo não participo como responsável por equipes, mas sempre me mantenho conectado a tudo o que acontece, meio que como em uma relação platônica que se traduz num sentimento de “quem sabe eu volto a esse mundo” – de reuniões, discussões, montagem de tabelas e jogos.

E um dos principais pontos ao qual sempre me envolvi eram as discussões de regras adaptadas nas categorias de base.

Sempre fui defensor de adaptações que propiciem aos alunos/atletas da iniciação (mirim, infantil e cadete) a possibilidade de aprenderem jogando, ou seja, terem condições de se desenvolver também no jogo, como um momento de continuidade de formação do atleta.

No entanto, os resultados destas adaptações têm me deixado um tanto quando pensativo. Continuar lendo “Mudanças na regra do Handebol de Base – Estamos solucionando o problema?”

Sensibilização ao conceito tático da finta e ocupação de espaços vazios para a iniciação do Handebol (até 12 anos) – 1

Visando dar continuidade ao artigo anterior, em que foi tratado o conceito da finta-tática tendo como base o reconhecimento dos espaços vazios defensivos, segue agora um exemplo de atividade que deve ser aplicada até os 12 anos de idade (mas que pode ser aplicada também em idades maiores) que pode estimular a aprendizagem simultânea dos meios táticos individuais ocupação de espaços vazios e finta, tão importantes para a iniciação ao handebol.

Mamãe da Rua com 3 pegadores e facilitação da observação dos espaços vazios:

Acredito que todos conheçam a brincadeira conhecida como mamãe da rua, dono da rua e que ainda pode ser conhecido por outros nomes.

Esta brincadeira popular pode ser levada ao ambiente de aprendizagem do handebol, principalmente quando se tem o objetivo e ensinar a ocupação dos espaços vazios e a possibilidade de execução da finta-tática.

Através de pequenas adaptações deste jogo, é possível potencializar a aprendizagem desses aspectos do jogo.

Abaixo, breve descrição da atividade:

Objetivo do Jogo:

Os pedestres (fugitivos) deverão atravessar uma região (rua) que é protegida por um ou mais jogadores (os pegadores ou donos da rua), saindo de um lado (calçada) para o outro lado da rua (outra calçada), lugares em que os pedestres estão salvos.

Regras Básicas:

Todos os pedestres devem receber dois barbantes ou coletes que devem ser presos  lateralmente em seus shorts e bermudas, assemelhando-se a dois rabinhos que são utilizados em brincadeiras como o pega-rabo.

O dono da rua deverá tentar retirar um dos barbantes ou coletes dos pedestres. Caso consiga, ele deixa a rua e vira pedestre, e o pedestre vira dono da rua, entregando seu outro barbante a quem ao então pegador.

Todos devem tentar atravessar a rua ao mesmo tempo, ao sinal do professor, não valendo retornar para a calçada em que estavam.

Considerações pedagógicas: Continuar lendo “Sensibilização ao conceito tático da finta e ocupação de espaços vazios para a iniciação do Handebol (até 12 anos) – 1”

Entre a Finta e a Ocupação de Espaços Vazios. Como evitar conflitos no ensino do Handebol

No processo de iniciação ao handebol, geralmente, e com certa razão, valorizam-se atitudes individuais como conteúdos de ensino.

Quando se fala do jogo ofensivo, principalmente, a finta é quase sempre considerada o primeiro elemento técnico (talvez, junto com a realização do passe) a ser abordado. Não existe erro nisto, pois ensinar a fintar é o primeiro meio pelo qual um aluno aprende, mantendo a posse da bola consigo, a ultrapassar um adversário em direção ao gol.

No entanto, quando se trata da aprendizagem da finta, as abordagens de ensino mais utilizadas quase sempre se pautam na desconstrução da técnica da finta em suas partes, passadas uma de cada vez aos seus alunos. Primeiro, ensina-se a fixar (realizar a passada zero) frente a um cone, depois a mudar de direção, num terceiro momento, em duplas, um passa a bola e outro a recebe fixa-se a sua frente, saindo de um lado ou do outro do seu companheiro de dupla, que não realiza qualquer ação de resistência a essa finta, alternando uma repetição para cada um. Num quarto momento, mostra-se que ao sair para o lado oposto ao braço dominante, o jogador deve realizar uma finta de braço (mostrando como realizar esse gesto) e se sair para o mesmo lado do braço dominante, realiza-se a finta de corpo.

A partir desta sequência, se constroem variadas circunstâncias, incluindo um arremesso a gol, um passe lateral e etc.. de forma que a finta, tecnicamente, passa a ser bem assimilada. Com essa sequência de ensino não há dúvidas de que a ação motora será bem internalizada.

Esse tipo de abordagem sem dúvida se baseia no ensino da técnica e pode formar excelentes fintadores. No entanto, esse tipo de abordagem de ensino não garante que a finta seja compreendida em sua totalidade tática.

Segundo a literatura espanhola e portuguesa, a finta deve ser entendida como mais do que um recurso técnico, mas sim como um meio tático Continuar lendo “Entre a Finta e a Ocupação de Espaços Vazios. Como evitar conflitos no ensino do Handebol”