Jogos Pedagógicos – Ensinando a Saltar a Arremessar no Handebol

Quantas vezes não temos que solicitar ao nosso aluno: “Salte para arremessar!” depois de uma finalização realizada por ele sem a utilização destas habilidades?

Uma estratégia muito utilizada para ensinar o aluno a salta e arremessar é pedir para que, simplesmente, façam isso, um de cada vez, com todos os outros amigos aguardando sua vez para fazer, por meio de correções do professor sobre o procedimento adotado pelo aluno.

Isto ensina? Sim, claro! Porém, também expõe o aluno que não consegue e este é o primeiro passo para a desistência do aluno. Portanto, devemos ter sensibilidade pedagógica quando tratamos do assunto.

Logo, uma forma adequada para isso seria ensinar o aluno a saltar e arremessar sem precisar de grandes intervenções, ou seja, criando atividades nas quais ele faça isso pela própria solicitação da atividade.

Para isso, apresento um jogo, que se faz jogante com relação a esta regra, de forma que o jogador seja impelido a tentar saltar e arremessar para ter êxito: Trata-se do Dodgebol com uma rede de voleibol. Continuar lendo “Jogos Pedagógicos – Ensinando a Saltar a Arremessar no Handebol”

A aprendizagem do Passe na Iniciação e na Especialização ao Handebol – Diferenças Significativas

euLucas Leonardo é o coordenador do site http://www.pedagogiadohandebol.com.br e atua como consultor pedagógico de projetos esportivos em clubes, associações e prefeituras.

Geralmente, quando solicito que alguém caracterize o jogo de handebol, ouço algo assim: “É um jogo no qual a equipe deve passar a bola para depois arremessar a gol”.

A ideia que associa o handebol ao passe é quase que um senso comum entre alunos, atletas e professores.

Considerando, porém, o real objetivo do jogo, a utilização do passe pode não ser tão relacionada à quantidade de passes que uma equipe realiza, mas sim à qualidade do passe realizado. Continuar lendo “A aprendizagem do Passe na Iniciação e na Especialização ao Handebol – Diferenças Significativas”

Canal de Vídeos do Youtube: Meios Táticos e Esquemas de Handebol

Amigos, segue uma indicação para todos, vale muito à pena assisitir. É o canal de vídeos do Georgio Miranda Alves. Nele há muitos vídeos que esclarecem como se desenrolam muitos meios táticos ofensivos e defensivos do handebol, bem como apresenta esquemas de jogo ofensivo e defensivo, sempre com imagens das melhores equipes do mundo jogando. Material que já faz parte de minha videoteca virtual particular. … Continuar lendo Canal de Vídeos do Youtube: Meios Táticos e Esquemas de Handebol

HCR – Handebol em cadeira de rodas: Uma apresentação da modalidade

O handebol em cadeira de rodas é uma modalidade ainda pouco conhecida, porém vem crescendo desde a sua criação de maneira acentuada. Neste texto pretendo fazer uma apresentação da modalidade, com um pouco de suas regras e adaptações.

O HCR foi criado pelos professores Décio Roberto Calegari, José Irineu Gorla e Ricardo Alexandre Carminato, no ano de 2005, na Universidade Paranaense (Unipar – Campus Toledo/PR), instituição incentivadora e parceira da ATACAR -Associação Toledense dos Atletas em Cadeira de Rodas, ONG gestora do Esporte Adaptado no Município de Toledo. A primeira federação da modalidade a ser criada foi a Federação Paranaense de Handebol em Cadeira de Rodas (FPRHCR), fundada em maio de 2007, também na cidade de Toledo.

Como é uma modalidade recente, o handebol em cadeira de rodas ainda está sendo difundido e conta com algumas equipes formadas, principalmente na região Sul e Sudeste. Alguns campeonatos também já vem acontecendo como exemplo os campeonatos do Itajaí Handball Cup e a Copa Oeste de Handebol em Toledo-PR.

Esta modalidade esportiva foi pensada para que pessoas portadoras de deficiência física pudessem praticar o handebol de duas formas diferentes: através do Handebol Sete (Handball Seven ou HCR7) e do Handebol Quatro (Handball Four ou HCR4). Continuar lendo “HCR – Handebol em cadeira de rodas: Uma apresentação da modalidade”

A Capacidade de um Professor Transcender as Dificuldades Estruturais em Benefício de seus Alunos

Esta semana postarei uma matéria que foi ao ar na TV Globo, no dia 21/12/2008, mostrando a capacidade de um professor de educação física do interior do Mato Grosso do Sul em mobilizar alunos de sua cidade para implantar um projeto voltado para um jogo irmão do handebol, devido à sua organização funcional coletiva e por ser um jogo pertencente à família de jogos de bolas com as mãos, no caso o basquetebol.

Não irei, no entanto, ressaltar os fatores metodológicos do ensino, mas sim demonstrar como um professor pode, independente de seu método de trabalho, realizar um trabalho eficiente e mobilizador.

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Tática Defensiva no Ensino do Handebol IV – Jogos de Defesa Zona

1. Introdução

Neste último artigo da uma série, vamos analisar a utilização de jogos para o ensino dos conceitos defensivos zonais.

Conforme destacado no primeiro artigo (Tática Defensiva no Ensino do Handebol I) anteriormente ao ensino diretivo a nossos alunos das estruturas defensivas clássicas do handebol (defesa 6:0, 5:1, 4:2 e etc..) devemos ter uma preocupação que diz respeito à formação de jogadores inteligentes para resolução dos problemas do jogo.

Direcionar nossos alunos para executarem mecanicamente estruturas defensivas  formais não garante que eles saibam executá-las. Distribuir nossos alunos na quadra e dizer: “Fiquem desse jeito, cada um é responsável por sua região” é muito pouco para nossa função de pedagogos do esporte.

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Tática Defensiva no Ensino do Handebol II – Princípios Operacionais Defensivos

1. Introdução

No artigo (Tática Defensiva no Ensino do Handebol I) anterior, citei que estaríamos analisando o ensino dos aspectos defensivos do Handebol, uma vez que a aprendizagem das ações defensivas é de grande importância para regular a aprendizagem tática ofensiva, pois, pensando o jogo como um sistema complexo e como um jogo de estratégias simultâneas, o ataque e a defesa se auto-regulam, criando dificuldades que possibilitam aprendizagens para ambos os indissociáveis momentos do jogo.

Essa reflexão se faz importante, pois muitas vezes ao aplicarmos atividades basicamente ofensivas, esquecemos de observar que (num processo de ensino aprendizagem baseado no jogo, sob uma perspectiva global-funcional) para “quem ataca”, sempre implementamos “um alguém” que defende e essa ação defensiva fica esquecida em nossas análises como professores. Daí uma série de artigos que tratem especificamente desses aspectos.

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Análise Pedagógica do Handebol de Areia (Beach Handball)

Introdução:

Você conhece o handebol de areia? Você sabia que o Brasil é uma das principais seleções (masculinas e femininas) nessa modalidade? Pois é, além de muitos títulos mundiais, na última edição da competição mundial, a equipe feminina saiu com um 3º lugar e a maculina com a Prata, mostrando assim que a cada ano a equipe tem conseguido se manter na elite mundial da modalidade.

O Handebol de areia é uma modalidade que, apesar de carregar o nome “handebol” possui diferenças significativas se comparada ao “handebol de quadra”.

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Handebol também se aprende assistindo!

Há 2 anos, quando trabalhei com um grupo de iniciação de handebol num clube de Campinas, após abordar muitas aulas junto aos alunos veio-me uma curiosidade: será que aqueles alunos já haviam assistido a algum jogo de handebol de nível competitivo?

Tendo essa dúvida, fiz questão de perguntar aos alunos e constatei o que imaginava: apenas 1 ou 2 alunos disseram acompanhar algum torneio pela televisão (alunos esses que tinham a possibilidade de pagar TV por assinatura).

Essa dúvida surgiu, pois em minha formação universitária houve uma disciplina que fiz na Faculdade de Educação que destacou a importância da aprendizagem vicária (pela visão) como um processo pedagógico, pois alunos buscam sempre referências que exemplifiquem e mostrem possibilidades de atitude, ações técnicas integradas com a tomada de decisão, para que possa significá-los e transferir aquilo o que foi significado para o momento da aula.

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