Recomendação de Leitura: Estudo sobre sistemas defensivos no Handebol

Caros amigos, hoje disponibilizo para vocês o link de um artigo publicado na revista Kronos sobre a eficácia de sistemas defensivos. O artigo é em espanhol, e devido à similitude de nossa língua com essa língua irmã, creio que possamos entender muito desse ótimo estudo. Caso tenham dificuldades, o Google possui uma boa ferramenta de tradução. Clicando aqui vocês abrem essa ferramenta. Para as palvras … Continuar lendo Recomendação de Leitura: Estudo sobre sistemas defensivos no Handebol

Análise do Jogo – Considerações e Aplicações de Modelos e Scout

Segundo Leonardo (2005) analisar o jogo, sob a ótica de muitos estudiosos dos esportes, tem relação direta com a modelação da forma de atuar da equipe em jogos e também para o direcionamento de treinos.

Segundo Santos (2005), a análise do jogo deve evitar o foco em categorias secundárias ao jogo e focar-se naquilo que segundo o autor, seria o objetivo real das análises do nível lógico do jogo, sua dimensão estratégico-tática.

Logo, analisar o jogo deve superar o acúmulo de dados sem poder informativo real para aplicação ao nível da estratégia e tática do jogo (LEITÃO, 2001), ou seja, analisar única e simplesmente acertos e erros nos mais variados elementos técnicos do jogo (finalização, passe, drible e etc..) não gera dados capazes de auxiliar verdadeiramente o processo de construção de uma partida e muito menos fornecerá dados suficientemente significativos para modelar o processo de treinamento da equipe.

Pensando a proposta de Leonardo (2005), as categorias de análise do jogo devem ser definidas ao nível dos princípios operacionais do jogo (e suas inter-relações) em consonância com as regras de ação cabíveis àqueles princípios do jogo. O gesto técnico deixa de ser uma categoria (finalidade) de análise, passando a ser um meio de análise, pois sem a notação da técnicia seria impossível compreendê-lo, pois é através da ação técnica que o jogo é executado.

Um modelo que gosto muito de usar em minhas análises no handebol pauta-se nos processo de progressão e finalização ao alvo da equipe que ataca contra as formas de impedir a progressão e proteção do alvo da equipe que se defende (princípios operacionais do jogo).

Para cada um desses princípios, existem regras de ação possíveis de serem analisadas.

Por exemplo: para progredir, a equipe deve realizar passes verticais (buscando o alvo adversário), criar linhas de passe (apoio ao companheiro), ultrapassar o adversário com e sem bola (fintar e realizar trajetórias) e estruturar o espaço de jogo a fim de preenchê-lo com consciência coletiva (através de um esquema ofensivo frente ao esquema defensivo adversário) e sempre tendo como objetivo atingir a lógica do jogo (fazer o ponto, através de arremessos que busquem a região central da quadra de jogo), minimamente.

Visando impedir a progressão, a equipe que defende deve estruturar o espaço defensivo de maneira a impedir que a bola aproxime-se próxima do próprio gol cortando linhas de passe, retardando a ação ofensiva em direção à sua meta, colocando-se sempre à frente do adversário em relação a seu gol, utilizando-se do contato físico para evitar que o adversário o ultrapasse fazendo com que a bola afaste-se da região central da quadra (através de um esquema defensivo) e optando pelo tipo de defesa (zona, mista ou individual) a ser utilizada.

Visando a finalização ao alvo, a equipe que ataca deve buscar finalizar a gol com vários tipos e arremesso combinados com inteções táticas, como fintas e trajetórias. As finalizações podem surgir de diversas regiões da quadra.

Visando proteger o alvo, temos a ação dos defensores com bloqueios aos arremessos e a atuação do goleiro, como último jogador da defesa, que tem em suas ações específicas a possibilidade de posicionar-se na área e defender com o corpo todo, além da relação defesa x goleiro, fechando e abrindo espaços possíveis da bola ser arremessada.

Esse modelo, pode ser, minimamente esboçado conforme a figura que segue:

Scout1 Continuar lendo “Análise do Jogo – Considerações e Aplicações de Modelos e Scout”

Análise do Jogo – Scout e Categorias de Análise

Neste artigo não tratarei da sistematização aplicada de planilhas de scout, mas discutirei a construção de modelos de análise do jogo a partir de uma discussão metodológica, para que todos possam ter certa autonomia na construção de seus modelos, de acordo com seus interesses de análise.

Destaco antes de qualquer desenvolvimento acerca do tema, que tenho estudado os jogos esportivos coletivos (JEC) a partir do ponto de vista  deles pertenceem a uma família única de jogos dentro das variadas manifestações esportivas, pois de acordo com a base teórica que adoto (Bayer, 1992; Daolio, 2002; Scaglia, 2003, Reverdito e Scaglia, 2009 entre outros autores) os JEC são dotados de uma matriz funcional baseada em princípios que para a grande maioria dos desportos de invasão de território (basquetebol, futebol, futsal, rugby, o handebol etc..) são comuns.

Ainda venho estudando os JEC sob a visão da teoria dos sistemas dinâmicos, o que torna capaz compreender porque existem tantos fatores imprevisíveis dentro dos JEC, fazendo-os dotados de grande complexidade.

Estes conceitos que englobam (1) os princípios comuns entre as modalidades coletivas, (2) a concepção de que o jogo é dotado de imprevisibilidade e complexidade; são a base para pensarmos uma Análise do Jogo de qualidade.

1. O que é Scout? Continuar lendo “Análise do Jogo – Scout e Categorias de Análise”

Considerações sobre a Assistência no Jogo de Handebol

Aos amigos que forem ler e comentar esse artigo, faço a seguinte pergunta: Quem aqui utiliza os processo de scout para analisar os jogos de sua equipe?

Faço essa pergunta, pois venho por meio deste artigo desafiá-los a encontrar o principal armador de boas jogadas em sua equipe, através de diferentes formas de analisar o que é a assistência.

É bastante disseminado no esporte que a assitência deve ser computada como o “passe perfeito” que possibilite ao jogador finalizar com êxito a jogada, sem que haja nenhum tipo de ação do jogador finalizador a não ser escorar a bola para dentro do alvo adversário, marcando um ponto.

Assim o é no futebol, basquete, handebol e em tantas outras várias modalidades que pertencem ao grupo dos Jogos Esportivos Coletivos (para os curiosos sobre esse tipo de agrupamento, leiam a obra de Claude Bayer, cujo título é “O Ensino dos Jogos Desportivos Coletivos”, datado de 1994 em sua versão em português).

Portanto, àqueles que tiverem a oportunidade de analisar jogos ou treinos de sua equipe, faça esse tipo de análise: anote quantos passes possibilitam ao finalizador da jogada fazer gols e anote também quem realiza esses passes.

Veremos que haverá um jogador, ou um pequeno grupo de jogadores que realizam muitas assitências dentro da classificação anteriormente descrita.

Agora vamos discutir um pouco a questão “o que é assistência ?”.

Se verificamos que uma assistência é uma ação significada por um jogador que a realiza , será que cabe verificar se este passe foi “perfeito” tendo como parâmetro o êxito de quem se beneficia desse passe, ou seja, o finalizador da jogada?

Não me parece justo classificar o êxito de um passe dependendo do êxito do finailzador, classificando-o como assistêcia ou não-assistência.

Muitas vezes, passes mesmo que simples, são reponsáveis por causar grande desestabilização dos sistemas defensivos adversários, e essa simplicidade passa desapercebida de nossa observação dos jogos. Geralmente só lembramos do passador se o lance acaba em gol. Continuar lendo “Considerações sobre a Assistência no Jogo de Handebol”