Sensibilização ao conceito tático da finta e ocupação de espaços vazios para a iniciação do Handebol (até 12 anos) – 1

Visando dar continuidade ao artigo anterior, em que foi tratado o conceito da finta-tática tendo como base o reconhecimento dos espaços vazios defensivos, segue agora um exemplo de atividade que deve ser aplicada até os 12 anos de idade (mas que pode ser aplicada também em idades maiores) que pode estimular a aprendizagem simultânea dos meios táticos individuais ocupação de espaços vazios e finta, tão importantes para a iniciação ao handebol.

Mamãe da Rua com 3 pegadores e facilitação da observação dos espaços vazios:

Acredito que todos conheçam a brincadeira conhecida como mamãe da rua, dono da rua e que ainda pode ser conhecido por outros nomes.

Esta brincadeira popular pode ser levada ao ambiente de aprendizagem do handebol, principalmente quando se tem o objetivo e ensinar a ocupação dos espaços vazios e a possibilidade de execução da finta-tática.

Através de pequenas adaptações deste jogo, é possível potencializar a aprendizagem desses aspectos do jogo.

Abaixo, breve descrição da atividade:

Objetivo do Jogo:

Os pedestres (fugitivos) deverão atravessar uma região (rua) que é protegida por um ou mais jogadores (os pegadores ou donos da rua), saindo de um lado (calçada) para o outro lado da rua (outra calçada), lugares em que os pedestres estão salvos.

Regras Básicas:

Todos os pedestres devem receber dois barbantes ou coletes que devem ser presos  lateralmente em seus shorts e bermudas, assemelhando-se a dois rabinhos que são utilizados em brincadeiras como o pega-rabo.

O dono da rua deverá tentar retirar um dos barbantes ou coletes dos pedestres. Caso consiga, ele deixa a rua e vira pedestre, e o pedestre vira dono da rua, entregando seu outro barbante a quem ao então pegador.

Todos devem tentar atravessar a rua ao mesmo tempo, ao sinal do professor, não valendo retornar para a calçada em que estavam.

Considerações pedagógicas: Continuar lendo “Sensibilização ao conceito tático da finta e ocupação de espaços vazios para a iniciação do Handebol (até 12 anos) – 1”

Entre a Finta e a Ocupação de Espaços Vazios. Como evitar conflitos no ensino do Handebol

No processo de iniciação ao handebol, geralmente, e com certa razão, valorizam-se atitudes individuais como conteúdos de ensino.

Quando se fala do jogo ofensivo, principalmente, a finta é quase sempre considerada o primeiro elemento técnico (talvez, junto com a realização do passe) a ser abordado. Não existe erro nisto, pois ensinar a fintar é o primeiro meio pelo qual um aluno aprende, mantendo a posse da bola consigo, a ultrapassar um adversário em direção ao gol.

No entanto, quando se trata da aprendizagem da finta, as abordagens de ensino mais utilizadas quase sempre se pautam na desconstrução da técnica da finta em suas partes, passadas uma de cada vez aos seus alunos. Primeiro, ensina-se a fixar (realizar a passada zero) frente a um cone, depois a mudar de direção, num terceiro momento, em duplas, um passa a bola e outro a recebe fixa-se a sua frente, saindo de um lado ou do outro do seu companheiro de dupla, que não realiza qualquer ação de resistência a essa finta, alternando uma repetição para cada um. Num quarto momento, mostra-se que ao sair para o lado oposto ao braço dominante, o jogador deve realizar uma finta de braço (mostrando como realizar esse gesto) e se sair para o mesmo lado do braço dominante, realiza-se a finta de corpo.

A partir desta sequência, se constroem variadas circunstâncias, incluindo um arremesso a gol, um passe lateral e etc.. de forma que a finta, tecnicamente, passa a ser bem assimilada. Com essa sequência de ensino não há dúvidas de que a ação motora será bem internalizada.

Esse tipo de abordagem sem dúvida se baseia no ensino da técnica e pode formar excelentes fintadores. No entanto, esse tipo de abordagem de ensino não garante que a finta seja compreendida em sua totalidade tática.

Segundo a literatura espanhola e portuguesa, a finta deve ser entendida como mais do que um recurso técnico, mas sim como um meio tático Continuar lendo “Entre a Finta e a Ocupação de Espaços Vazios. Como evitar conflitos no ensino do Handebol”

Ensinando a progressão sem bola e ocupação dos espaços vazios

Neste texto darei alguns exemplos de atividades voltadas para a iniciação à modalidade, em uma sessão de treino/aula.

Sabemos que dependendo da idade essas atividades devem ser mais ou menos voltadas para o lúdico, com mais brincadeiras do que exercícios fechados.

O importante nas atividades são os objetivos que devem estar voltados ao aprendizado de aspectos da lógica do handebol, como as infiltrações, a procura pelos “espaços vazios”, a procura individual e coletiva pela conquista do objetivo do jogo (gol), com a intenção de introduzir o jogo mais complexo, com mais jogadores.

Em um primeiro momento da aula, podemos utilizar de brincadeiras para o aquecimento e que tenha ações e lógica semelhantes para a introdução do assunto programado para o dia.

Abaixo segue uma aula aplicada para ensinar aos alunos de 8 a 10 anos (pode ser aplicado a turmas de 12 e 13 anos desde que sejam iniciantes) a receber a bola em progressão, visualizar os “espaços vazios”, a infiltração e a finalização ao gol.

Atividade 1: Travessia do Rio Continuar lendo “Ensinando a progressão sem bola e ocupação dos espaços vazios”