Fixações no Handebol – Artigo Científico

Olá pessoal! Gostaria de incluir no blog um artigo científico relacionado aos conceitos de Fixação Par, Ímpar e Par-Ímpar. Trata-se de um texto muito bom do professor Rafael Pombo Menezes, um dos maiores contribuidores sobre os estudos científicos do handebol que eu conheço. Clique aqui para acessar o artigo (é necessário um leitor de PDF para abrir o arquivo) Apenas como critério de curiosidade, existem … Continuar lendo Fixações no Handebol – Artigo Científico

Considerações Didático-Pedagógicas para a Aprendizagem do Handebol através de Jogos

Inicío este artigo trazendo algumas considerações importantes para quem utiliza o jogo como uma ferramenta de ensino, sistematizando jogos para que o processo de ensino-aprendizagem seja atingido.

Abordarei aqui três principais etapas que devem ser respeitadas para que jogar seja capaz de ensinar.

Chamarei de conceito o objetivo de aprendizagem que queremos atingir num determinado momento de nosso planejamento (pode se um fundamento técnico como um passe, um meio tático como as penetrações sucessivas, ou mesmo um determinado subssistema de jogo ofensivo ou defensivo, como uma defesa 3:3).

ETAPA 1 – Aprender sem saber que está aprendendo: aprendizagem incidental Continuar lendo “Considerações Didático-Pedagógicas para a Aprendizagem do Handebol através de Jogos”

Jogos Pedagógicos – Jogos de Golzinhos, Jogos sem Goleiro e a Lógica do Jogo Defensivo

Como começar um trabalho com handebol? Essa pergunta sempre vem à nossa mente quando não conhecemos bem a modalidade. Para essa dúvida, quase sempre temos uma válvula de escape: fazemos do handebol profissional o modelo que copiamos na iniciação.

É como se tirassemos uma foto de um jogo de alto rendimento e com base nela, organizassemos todo processo de ensino do handebol. Veja abaixo uma foto de um jogo profissional. O que vocês identificam num jogo de handebol?

Ataque contra Defesa - como você vê o handebol?
Fonte - http://www.torrevieja.com - Ataque contra Defesa: Como você vê o handebol?

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Recomendação de Leitura: Estudo sobre sistemas defensivos no Handebol

Caros amigos, hoje disponibilizo para vocês o link de um artigo publicado na revista Kronos sobre a eficácia de sistemas defensivos. O artigo é em espanhol, e devido à similitude de nossa língua com essa língua irmã, creio que possamos entender muito desse ótimo estudo. Caso tenham dificuldades, o Google possui uma boa ferramenta de tradução. Clicando aqui vocês abrem essa ferramenta. Para as palvras … Continuar lendo Recomendação de Leitura: Estudo sobre sistemas defensivos no Handebol

Tipos de Fixação III – Mitos sobre a fixação par-ímpar

Jogar através de fixações já foi explorado em dois artigos escritos no site, um falando da fixação par e um falando da fixação ímpar.

No artigo sobre fixação par, destaquei a existência da fixação par-ímpar como uma possibilidade de resposta coletiva a partir de uma ação individual.

A fixação par-ímpar, porém, se mal ensinada e compreendida pelos alunos, pode se tornar um revés para as ações coletivas da equipe. Coloco-a em destaque, pois ouço muitos mitos sobre esse tipo de ação do jogo.

Vamos aos mitos:

MITO 1 – Fixar ímpar é o mesmo que “chamar dois defensores”? Continuar lendo “Tipos de Fixação III – Mitos sobre a fixação par-ímpar”

Adeus aos Três Passos! O Handebol vai mudar, e muito!

Caros amigos, uma notícia quentinha, saída do forno!

Venho realizando um curso de pós-graduação pela Escola Superior de Educação Física de Jundiaí (ESEF-Jundiaí), coordenado pela Professora Rita Orsi, e o primeiro módulo específico sobre handebol já trouxe uma grande novidade.

Em aula ministrada por Sálvio Pereira Sedrez (coordenador do departamento de arbitragem da CBHb), algumas mudanças de regras foram apresentadas e entre elas, uma que promete mudar o que entendemos por handebol hoje.

Sai de cena o ritmo trifásico (o famoso ‘três passos’) e entra em cena a regra dos “CINCO CONTATOS”. Continuar lendo “Adeus aos Três Passos! O Handebol vai mudar, e muito!”

Uma boa equipe começa por uma boa defesa?

Quando falamos de esportes coletivos, é quase um consenso a seguinte afirmativa: “Uma boa equipe começa por uma boa defesa”.

No caso do nosso amado handebol, essa frase quase sempre está na boca dos professores e treinadores, independente da idade de suas equipes. Evidencia-se assim, um mito.

Mito não se discute, se aceita. Cria-se assim um paradigma.

Um paradigma como esse passa a ser algo tão intrínseco e aceito culturalmente no meio do handebol (e outros esportes coletivos), que ele passa a permear todas as ações desse ou daquele treinador, mesmo que ele não saiba disso.

Ao falar sobre a importância da defesa, de maneira emergente a um processo de ensino, muitas atividades de cunho defensivo terão grande volume de repetições dentro de um planejamento.

Se defender bem garante uma boa equipe, treinar-se-á defesa como nunca! Pois ali está a chave para o sucesso de uma equipe.

Minha opinião? Vamos a ela: Continuar lendo “Uma boa equipe começa por uma boa defesa?”

Análise do Jogo – Considerações e Aplicações de Modelos e Scout

Segundo Leonardo (2005) analisar o jogo, sob a ótica de muitos estudiosos dos esportes, tem relação direta com a modelação da forma de atuar da equipe em jogos e também para o direcionamento de treinos.

Segundo Santos (2005), a análise do jogo deve evitar o foco em categorias secundárias ao jogo e focar-se naquilo que segundo o autor, seria o objetivo real das análises do nível lógico do jogo, sua dimensão estratégico-tática.

Logo, analisar o jogo deve superar o acúmulo de dados sem poder informativo real para aplicação ao nível da estratégia e tática do jogo (LEITÃO, 2001), ou seja, analisar única e simplesmente acertos e erros nos mais variados elementos técnicos do jogo (finalização, passe, drible e etc..) não gera dados capazes de auxiliar verdadeiramente o processo de construção de uma partida e muito menos fornecerá dados suficientemente significativos para modelar o processo de treinamento da equipe.

Pensando a proposta de Leonardo (2005), as categorias de análise do jogo devem ser definidas ao nível dos princípios operacionais do jogo (e suas inter-relações) em consonância com as regras de ação cabíveis àqueles princípios do jogo. O gesto técnico deixa de ser uma categoria (finalidade) de análise, passando a ser um meio de análise, pois sem a notação da técnicia seria impossível compreendê-lo, pois é através da ação técnica que o jogo é executado.

Um modelo que gosto muito de usar em minhas análises no handebol pauta-se nos processo de progressão e finalização ao alvo da equipe que ataca contra as formas de impedir a progressão e proteção do alvo da equipe que se defende (princípios operacionais do jogo).

Para cada um desses princípios, existem regras de ação possíveis de serem analisadas.

Por exemplo: para progredir, a equipe deve realizar passes verticais (buscando o alvo adversário), criar linhas de passe (apoio ao companheiro), ultrapassar o adversário com e sem bola (fintar e realizar trajetórias) e estruturar o espaço de jogo a fim de preenchê-lo com consciência coletiva (através de um esquema ofensivo frente ao esquema defensivo adversário) e sempre tendo como objetivo atingir a lógica do jogo (fazer o ponto, através de arremessos que busquem a região central da quadra de jogo), minimamente.

Visando impedir a progressão, a equipe que defende deve estruturar o espaço defensivo de maneira a impedir que a bola aproxime-se próxima do próprio gol cortando linhas de passe, retardando a ação ofensiva em direção à sua meta, colocando-se sempre à frente do adversário em relação a seu gol, utilizando-se do contato físico para evitar que o adversário o ultrapasse fazendo com que a bola afaste-se da região central da quadra (através de um esquema defensivo) e optando pelo tipo de defesa (zona, mista ou individual) a ser utilizada.

Visando a finalização ao alvo, a equipe que ataca deve buscar finalizar a gol com vários tipos e arremesso combinados com inteções táticas, como fintas e trajetórias. As finalizações podem surgir de diversas regiões da quadra.

Visando proteger o alvo, temos a ação dos defensores com bloqueios aos arremessos e a atuação do goleiro, como último jogador da defesa, que tem em suas ações específicas a possibilidade de posicionar-se na área e defender com o corpo todo, além da relação defesa x goleiro, fechando e abrindo espaços possíveis da bola ser arremessada.

Esse modelo, pode ser, minimamente esboçado conforme a figura que segue:

Scout1 Continuar lendo “Análise do Jogo – Considerações e Aplicações de Modelos e Scout”