Crônicas Pedagógicas: mais àquele que tem mais!

Na bíblia cristã, há uma passagem em Mateus que fala o seguinte: “A todo aquele que tem, será dado mais, e terá em abundância. Mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado” (Mateus, 25, 28-29)”.
Quer saber suas relações com o handebol? Leia a Crônica de Duda Bernardi. Continuar lendo Crônicas Pedagógicas: mais àquele que tem mais!

Crônicas Pedagógicas: A culpa é das atletas

Um pouco sobre a visão empirista no handebol: “Eu estou fazendo a minha parte, vou lá dou meus treinos, sei o que tenho que ensinar, dou treino de handebol há muitos anos. Agora, se vocês não são capazes de aprender, o problema é de vocês.”. Continuar lendo Crônicas Pedagógicas: A culpa é das atletas

Crônicas Pedagógicas: As pequenas especialistas

Lembro-me como se fosse hoje… Era meu primeiro dia de trabalho na última equipe em que trabalhei. Era uma equipe de handebol feminino, bastante prestigiada no estado, devido à concentração de excelentes resultados de seu projeto de alto-desempenho. Apesar disso, ainda patinava na organização de projetos de iniciação e especialização ao handebol. Eu estava lá, à frente de pouco mais de 30 meninas entre 12 … Continuar lendo Crônicas Pedagógicas: As pequenas especialistas

Crônicas Pedagógicas: O milagre que vem de fora

Mais uma crônica de Duda Bernardi.

“O Diretor reuniu todos que iam jogar, eu e o Biel ficamos de fora da roda, e apresentou os dois caras para o time. Disse que eles viriam reforçar a equipe, porque o clube tinha um nome a zelar e era mais do que necessário sermos campeões desta etapa para deixarmos uma boa imagem. Tínhamos que ter resultados iguais ao do time adulto que sempre vencia o estadual”. Continuar lendo Crônicas Pedagógicas: O milagre que vem de fora

Crônicas Pedagógicas: Uma contra todas!

Dia desses, estava vendo um jogo de uma competição de handebol da região em que vivo. Em quadra, duas equipes femininas com crianças até 14 anos de idade. De um lado, uma equipe bem montadinha, com uma proposta defensiva diferente daquelas que eu costumeiramente vejo aqui no meu pedaço. Era uma estrutura 6:0, mas com um funcionamento muito ativo. Quando a bola chegava nas mãos … Continuar lendo Crônicas Pedagógicas: Uma contra todas!

Crônicas Pedagógicas: A caridade que segrega…

Vocês conhecem a Joana e Mariana? Não? Então vamos às apresentações! Joana é uma garota de 15 anos de idade, de classe média alta, vive na região central de uma grande metrópole e estuda num dos melhores colégios preparatório desta cidade. Mariana, também de 15 anos, vive na mesma metrópole, porém na região noroeste, local de IDH baixo e de grande vulnerabilidade social. Ela estuda … Continuar lendo Crônicas Pedagógicas: A caridade que segrega…

Saldo de gols no handebol: até quando nossos jovens serão reféns?

A participação em competições esportivas possui enorme apelo para a permanência dos jovens na prática esportiva, bem como para que valores sejam inseridos na vida destes jovens atletas. Porém, competir não é bom nem ruim em sua essência, sendo a experiência vivenciada em sua prática que pode ser boa ou ruim para estes jovens, dependendo da autopercepção que eles tenham destas experiências.

Treinadores possuem um papel fundamental neste processo, afinal, competir é um momento de seleção de quais jogadores de fato atuarão no jogo. Isso não será um grande problema se valores como merecimento, dedicação e frequência em aulas e treinos sejam um parâmetro balizador para estas escolhas. Isso, parte do treinador. Continuar lendo “Saldo de gols no handebol: até quando nossos jovens serão reféns?”

Temos que tirar os iniciantes no handebol da linha dos 6 metros!

O esporte de alto nível, para muitos professores e treinadores, transforma-se num importante referencial pedagógico, afinal, os modelos apresentados nestes cenários competitivos apresentam as tradições e as novas tendências para o rendimento esportivo.

Uma tradição que influencia muitas condutas pedagógicas para o processo de ensino, vivência, aprendizagem e treinamento no handebol está associada à utilização de sistemas defensivos que atuam em forma de barreira, circundando à linha dos seis metros que delimita a área do goleiro, tendo como conduta básica fechar os espaços defensivos, atuando com braços sempre levantados e induzindo ao ataque os arremessos de longa distância. Predomina neste modelo defensivo o acompanhamento coletivo da bola, ação tática denominada como basculação defensiva, ou seja, a defesa ir e vir de um lado ao outro acompanhando o local onde se encontra a bola.

Considerando que estamos num cenário de iniciantes com pouca experiência com a modalidade, ou mesmo crianças entre 10 e 12 anos de idade, será este modelo defensivo aquele que mais se ajusta às possibilidades de aprendizagem deste público? Continuar lendo “Temos que tirar os iniciantes no handebol da linha dos 6 metros!”

fonte: https://handebolbh.wordpress.com

As possibilidades de organização do sistema defensivo individual

Há alguns anos o handebol brasileiro vem se transformando nas categorias de base, principalmente nas categorias mirim e infantil. As instituições (como ligas e federações) e os treinadores tem uma grande preocupação com a iniciação esportiva dos atletas e como isso irá interferir no desenvolvimento e no futuro deles na modalidade, e por isso, há algumas modificações regulamentares nessas categorias, como por exemplo, a imposição do uso do sistema defensivo individual em partes do jogo oficial. Afinal, acredita-se que a participação em competições deve ser adequada ao entendimento, crescimento e ao desenvolvimento do indivíduo, no sentido de formação integral e estruturada do jogador de handebol.

Essa imposição do uso do sistema defensivo individual é orientada pela ideia de que há simplificação dos problemas situacionais do jogo, tornando o jogo possível aos seus jogadores. Também há o entendimento que Continuar lendo “As possibilidades de organização do sistema defensivo individual”