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Qual é a sua opinião sobre o uso da nova regra do 7o jogador em categorias de 11 a 14 anos?

Treinadores e professores, deixe-nos sua opinião. Dura menos de 10 minutos! Obrigado pela sua opinião! Continuar lendo Qual é a sua opinião sobre o uso da nova regra do 7o jogador em categorias de 11 a 14 anos?

Modelo Competitivo na Infância: A premiação aos artilheiros e possíveis impactos ao processo de aprendizagem do handebol.

 

A pedagogia do esporte tem discutido o papel do esporte para crianças e jovens, destacando, sobretudo, a necessidade de compreendermos que no processo de ensino-aprendizagem-treinamento as crianças não são adultas, reflexão que sugere a necessidade de ajustes deste processo, levando em consideração características, capacidades e interesses da criança e do jovem.

São muitos os fatores que interferem nestes ajustes necessários: maturidade emocional, capacidades físicas latentes, desenvolvimento, maturação, crescimento e conhecimento do jogo com base em diferentes níveis de relação com seus elementos (estruturais e funcionais) que impactam nas possibilidade de aprendizagem da criança, por exemplo (acredito, que em se tratando destes aspectos, este blog tenha muitas sugestões de como lidar com a criança iniciante no handebol).

Ainda há um agravante: crianças se desenvolvem em velocidades diferentes, podendo, numa mesma faixa etária, algumas crianças apresentarem maior destaque no seu rendimento momentâneo, diferença esta que ao longo do processo de desenvolvimento das crianças, pode ser minimizado.

Desta forma, são muitos os trabalhos que apresentam, por exemplo, ser esta faixa etária um momento de atenção com relação aos procedimentos de aprendizagem, alguns mais recentes, como trabalhos de Jean Cotê e colegas (2007) ao proprorem o Modelo de Participação Esportiva, bem como modelos mais antigos, como propostos por Bompa (2002), Greco e Matta (1996) – ver referências bibliográficas no fim do texto.

Porém, e a competição? Como nos comportamos quando elaboramos e oferecemos uma competição para crianças e jovens? É necessário realizamos adaptações e ajustes também neste cenário ou o modelo competitivo do adulto é bom o suficiente para aplicarmos com crianças, sobretudo até os 14 anos de idade (aproximadamente)? Continuar lendo “Modelo Competitivo na Infância: A premiação aos artilheiros e possíveis impactos ao processo de aprendizagem do handebol.”

Sugestões para o processo de formação de novos árbitros de handebol

Novos atores! É disso que sempre precisamos para que nossa modalidade sobreviva e permaneça sendo uma realidade.

Fala-se muito em formação de atletas, cursos de capacitação para treinadores e professores, mas e formação dos árbitros, fica como?

Assim como em todo processo de desenvolvimento, novos árbitros precisam de tempo para adquirirem “bagagem” para apitar. Não é assim também com um jovem treinador? E, com as crianças que iniciam na prática esportiva, isso também não acontece? Este é um grande desafio para Federações e Ligas.

A partir disso, alguns postulados são encarados como verdades quase que imutáveis frente ao processo de formação do jovem árbitro e quase sempre são adotadas pelas organizações responsáveis pelas competições de handebol para alavancar a carreira destes árbitros. Vamos discutir alguns deles: Continuar lendo “Sugestões para o processo de formação de novos árbitros de handebol”

O handebol é jogo de “fominha”

*Antes de continuar a leitura, confira aqui a definição de fominha (termo brasileiro), no contexto do esporte coletivo.

Geralmente, entendemos que para garantir a participação de todos durante um jogo de handebol, o uso do passe é fundamental, pois assim todos pegam na bola e participam efetivamente do jogo. Frente a esta concepção é normal que o jogador fominha fique cansado de ouvir: “passa a bola!”.

Existem algumas caraterística do handebol reguladas por suas regras, que podem colocar em xeque este conceito.  Continuar lendo “O handebol é jogo de “fominha””

Passe Balão

Sobre o uso do “passe balão” na iniciação ao handebol

Estamos muito acostumados com uma verdade indiscutível: o passe balão não funciona no jogo de handebol.

Esta afirmação tem muitas justificativas e não quero aqui questioná-las, afinal, este tipo de passe possui características que incidem negativamente no jogo (de maneira geral), por diminuir a velocidade do jogo, muitas vezes ser interceptado pelos adversários e por ser de difícil recepção, pois quase sempre é disputado por um ou mais jogadores. Logo, com base nestas características, é comum que o funcionamento do passe balão seja questionado, com razão.

Porém, muitas vezes ouvimos ou dizemos ao atleta que realiza o dito passe balão: “pára de fazer passe balão!”, mas, de quem realmente será o problema: do passador, dos colegas que vão receber o passe ou dos princípios (definidos pelo professor) que orientam a aprendizagem das crianças? Continuar lendo “Sobre o uso do “passe balão” na iniciação ao handebol”

Regulamentos Adaptados: Contribuições de feras no assunto!

No dia 02 de setembro de 2015 estive na EEFE/USP junto com um grupo de alunos, coordenados pelo Prof. Ms. Diogo Castro, que discutem o handebol a partir de uma visão bastante aplicada, buscando para isso, referenciais teóricos e exemplos em grandes nomes do nosso esporte. Estiveram neste dia, também os Profs. Drs. Luis Dantas e Ana Lúcia Padrão dos Santos

Fui convidado para participar de uma conversa sobre a utilização de regulamentos adaptados em categorias menores, sobretudo, mirim e infantil.

Apresentei, como sustentação de meus argumentos, aquilo que considero os princípios essenciais da lógica dos esportes coletivos, que estão na relação entre as ações que visam a recuperação constante da posse de bola quando defendendo e àquelas que visam atingir de forma rápida (não com pressa) a oportunidade de desfazer-se da bola (por meio de finalização ao gol) quando se está atacando. Continuar lendo “Regulamentos Adaptados: Contribuições de feras no assunto!”

Pra que serve a linha tracejada no Handebol?

euLucas Leonardo é o coordenador do site http://www.pedagogiadohandebol.com.br e atua como consultor pedagógico de projetos esportivos em clubes, associações e prefeituras.

É bastante comum que seja feita a associação da “linha pontilhada” (que na realidade é tracejada) com o handebol, afinal, esta é uma das marcações que diferenciam a quadra de handebol da de futsal (existem outras particularidades da quadra de handebol como a ausência do círculo central e das linhas do escanteio, a existência das linhas de sete metros e a de quatro metros que é específica para os goleiros e também uma linha que delimita a área de substituição específica).

Muito bem, mas pra que serve esta linha em termos de regra e como compreendê-la em termos pedagógicos?

De acordo com a regra 1:5 Continuar lendo “Pra que serve a linha tracejada no Handebol?”

Avaliando no Handebol: Em que nível de aprendizagem seus atletas e seu grupo se encontram?

euLucas Leonardo é o coordenador do site http://www.pedagogiadohandebol.com.br e atua como consultor pedagógico de projetos esportivos em clubes, associações e prefeituras.

Um dos princípios básicos de qualquer organização curricular é a adequação dos conteúdos/matérias com o atual momento de aprendizagem e os potenciais a serem atingidos pelos alunos. No ensino do handebol de base isso não pode ser diferente. Compreender que o handebol é uma construção processual com etapas de aprendizagem e que para cada uma delas há a necessidade de construir um handebol possível de ser aprendido é essencial. Uma das formas de conhecer o que trabalhar é saber avaliar. E, avaliar, sempre é uma grande dificuldade, afinal, o que avaliar? Como avaliar? Continuar lendo “Avaliando no Handebol: Em que nível de aprendizagem seus atletas e seu grupo se encontram?”

As Referências Funcionais Defensivas: Recuperando a Bola

Em poucos esportes, defender pode ser tão atraente como no handebol.

Dentro do funcionamento do jogo defensivo, autores como Teodorescu (1984) e Bayer (1992) apresentam a ideia de que todo esporte coletivo apresenta três ações defensivas básicas:

  1. Proteger o alvo;
  2. Impedir a progressão adversária; e
  3. Recuperar a posse de bola.

Estas três referências ou princípios, regulam o funcionamento de qualquer estrutura defensiva e toda ação individual ou coletiva do ato de defender

Tipicamente, no ensino do handebol, o olhar sobre o alto-rendimento esconde aspectos que transformam o handebol ensinado a iniciantes num jogo muito estereotipado, fazendo com que estas três funções defensivas sejam minimizadas a apenas uma: proteger o alvo.

Esse tipo de conduta transforma um jogo que possui formas de defender potencialmente agradáveis aos iniciantes num verdadeiro martírio. Fica chato defender. Continuar lendo “As Referências Funcionais Defensivas: Recuperando a Bola”

Recomendação de Leitura – Esporte Educacional

Na obra, “Ensinar Esportes, Ensinando a Viver”, o Prof. João Batista Freire nos premia com um livro que conta um pouco sobre o seu início como professor de atletismo em São Bernardo do Campo, na década de 1970, em plena Ditadura Militar brasileira. No livro, João mostra como que ali surgia a base de seus princípios pedagógicos (ensinar esportes a todos, ensinar bem esporte a … Continuar lendo Recomendação de Leitura – Esporte Educacional