Festivais de Handebol II – Festival de Jogos Coletivos Populares

Dando continuidade à discussão sobre a organização de festivais de handebol, dentro de uma perspectiva em que esses ambientes possibilitem a participação maciça dos alunos e também possibilitar um ambiente paradidático em relação ao desenvolvimento da inteligência de jogo dos alunos, este artigo focará agora sua atenção para a suposta primeira etapa de um processo de festivais que compreenderá o tema “Jogos Coletivos Populares”.

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Jogos Pedagógicos – Estruturação do Espaço de Jogo

Um dos fatos muito recorrentes da iniciação dos Jogos Desportivos de oposição, luta direta pela bola e invasão de quadra (Bayer, 1994), como é o caso do Handebol, é a existência de uma estrutura jogada da modalidade, na qual prevalecem a centração da atenção na bola, pouco estímulo ao uso da visão periférica, pouca coletividade e presença de comunicação na ação baseada na utilização de estímulos vocais: “Eu, eu!!”, “Aqui, eu to ‘livre‘”, “Passa pra mim!”. Garganta (1995) descreve essa fase do jogo como a fase anárquica, ou seja, uma fase em que o jogo ainda não obedece à regras/conceitos de caráter coletivo, prevalecendo a utilização de recursos individuais, a busca incessante pela bola por todos os participantes e por sua vez um preenchimento pouco racional do espaço de jogo, como mostra o vídeo 1.

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Handebol também se aprende assistindo!

Há 2 anos, quando trabalhei com um grupo de iniciação de handebol num clube de Campinas, após abordar muitas aulas junto aos alunos veio-me uma curiosidade: será que aqueles alunos já haviam assistido a algum jogo de handebol de nível competitivo?

Tendo essa dúvida, fiz questão de perguntar aos alunos e constatei o que imaginava: apenas 1 ou 2 alunos disseram acompanhar algum torneio pela televisão (alunos esses que tinham a possibilidade de pagar TV por assinatura).

Essa dúvida surgiu, pois em minha formação universitária houve uma disciplina que fiz na Faculdade de Educação que destacou a importância da aprendizagem vicária (pela visão) como um processo pedagógico, pois alunos buscam sempre referências que exemplifiquem e mostrem possibilidades de atitude, ações técnicas integradas com a tomada de decisão, para que possa significá-los e transferir aquilo o que foi significado para o momento da aula.

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