Mudanças na regra do Handebol de Base – Estamos solucionando o problema?

Começo de ano sempre me faz pensar nas reuniões técnicas das Ligas e Federações.

Há algum tempo não participo como responsável por equipes, mas sempre me mantenho conectado a tudo o que acontece, meio que como em uma relação platônica que se traduz num sentimento de “quem sabe eu volto a esse mundo” – de reuniões, discussões, montagem de tabelas e jogos.

E um dos principais pontos ao qual sempre me envolvi eram as discussões de regras adaptadas nas categorias de base.

Sempre fui defensor de adaptações que propiciem aos alunos/atletas da iniciação (mirim, infantil e cadete) a possibilidade de aprenderem jogando, ou seja, terem condições de se desenvolver também no jogo, como um momento de continuidade de formação do atleta.

No entanto, os resultados destas adaptações têm me deixado um tanto quando pensativo. Continuar lendo “Mudanças na regra do Handebol de Base – Estamos solucionando o problema?”

Os Meios Táticos Coletivos Ofensivos no Handebol. Dica de Leitura!

Link muito bom, com acesso aos materiais da REAL FEDERACION ESPAÑOLA DE BALONMANO. Vale muito a pena a leitura! Bom divertimento! http://balonmaneros.blogspot.com/2011/03/los-medios-tacticos-en-balonmano.html Continuar lendo Os Meios Táticos Coletivos Ofensivos no Handebol. Dica de Leitura!

A aprendizagem do Passe na Iniciação e na Especialização ao Handebol – Diferenças Significativas

Geralmente, quando solicito que alguém caracterize o jogo de handebol, ouço algo assim: “É um jogo no qual a equipe deve passar a bola para depois arremessar a gol”.

A ideia que associa o handebol ao passe é quase que um senso comum entre alunos, atletas e professores.

Considerando, porém, o real objetivo do jogo, a utilização do passe pode não ser tão relacionada à quantidade de passes que uma equipe realiza, mas sim à qualidade do passe realizado. Continuar lendo “A aprendizagem do Passe na Iniciação e na Especialização ao Handebol – Diferenças Significativas”

Bases de Ataque no Handebol – conceitos e conteúdos de aprendizagem

Conceito:

Ouvi pela primeira vez o termo “base de ataque” em minha pós-graduação, numa aula ministrada pela Professora Rita Orsi em que estávamos discutindo os meios táticos ofensivos e defensivos do handebol.

Ao ouvir este termo, consegui, pela primeira vez, conceituar algo que tinha muita dificuldade de fazer: sempre tive por princípio, a partir de um determinado momento do processo de ensino-aprendizagem, o ensino do que chamava ser “jogadas que não sejam estruturalmente fechadas”. Isso significa na prática a organização de uma sequência de movimentações encadeadas que possibilitem o surgimento de erros defensivos, porém, possibilitando ao atleta a tomada de decisão perante as circunstâncias do jogo.

Ao ouvir o termo “base de ataque”, consegui, finalmente, conceituar esta longa explicação acima descrita.

Logo, resumindo:

A base de ataque é um conjunto de referências que orientam ações encadeadas pelos atacantes de forma a possibilitar vantagem para a tomada de decisão frente as circusntâncias do jogo. É o que possibilita que todos falem a mesma “língua” num dado momento de organização ofensiva.

Elementos técnico-táticos do jogo que precisam estar bem assimilados antes do ensino de bases de ataque:

Ensinar bases de ataque, principalmente no tocante à iniciação ao handebol, deve respeitar uma séria de conceitos já assimilados fora do jogo (de forma circunstancial/declarativo) e dentro do jogo (de forma circunscrita/processual).

Ou seja, definir referências que orientem uma base de ataque não é algo que deve ser simplesmente jogado para uma equipe. Cada base de ataque necessitará de elementos técnicos e táticos específicos, porém, pensando o básico, alguns elementos devem estar bem sedimentados dentro do processo de ensino-aprendizagem:

Passar com segurança e eficiência Continuar lendo “Bases de Ataque no Handebol – conceitos e conteúdos de aprendizagem”

Vídeos que podem nos ajudar – Treinamento de Goleiros de Handebol

Olá, Pesquisando no Youtube, resolvi procurar tudo o que podia sobre treinamento de goleiros de handebol. Treinar goleiros é sempre uma tarefa difícil, principalmente quando pensando em seu treino integrado ao treino dos jogadores de quadra. Este é um grande desafio! Apesar de não encontrar nada que vise um trabalho totalmente integrado, encontrei, um vídeo que copila uma série de exercícios que tratam do trabalho … Continuar lendo Vídeos que podem nos ajudar – Treinamento de Goleiros de Handebol

Defesa 3:3 na iniciação ao handebol

Tendo em vista que muitas pessoas que trabalham com handebol têm receio em jogar com defesas mais abertas e agressivas, por acreditarem que defesas abertas deixam muitos espaços vazios e por isso, são mais vulneráveis, escrevo este artigo, mostrando que a defesa 3:3 pode ser utilizada com êxito, e que a iniciação é um local no qual uma defesa 3:3 deve ter funcionalidade bem simplificada que transformam sua estrutura aparentemente aberta em algo bastante compacto.

Vocês podem observar que destaquei as palavras regras de ação e estrutura, e isso é proposital, pois todo esquema defensivo é um subsistema de um sistema maior: o jogo. Dessa forma, por ser sistema ele possui três características imprescindíveis: possui uma estrutura, possui uma funcionalidade e elementos que o constituem, estes, com base nas referências estruturais e funcionais do sistema, possuem autonomia para tomar decisões que influenciam em todos os outros elementos componentes do sistema defensivo.

A estrutura de um esquema defensivo é exatamente aquilo o que todos nós costumamos ver objetivamente. É o desenho do jogo, a foto, a imagem paralisada de uma proposta defensiva.

Abaixo, uma foto e uma imagem (estrutura) de um sistema defensivo 3:3 que é formado por duas linhas defensivas, cada uma com 3 jogadores que jogam juntos em suas respectivas linhas. Chamaremos a linha mais próxima do goleiro de primeira linha defensiva e a linha mais afastada do goleiro de segunda linha defensiva.

Defesa 3:3 e suas linhas defensivas

Muitas vezes, ficamos exclusivamente focados no olhar estrutural do esquema defensivo adotado e esquecemos-nos de observar que essa estrutura deve funcionar Continuar lendo “Defesa 3:3 na iniciação ao handebol”

A pedagogia do “contato físico” no handebol

Um dos principais autores que estudo é o francês Claude Bayer, treinador da seleção Francesa de handebol na década de 70 que, dentro do contexto atual da pedagogia do esporte tem em sua obra “O Ensino dos Esportes Coletivos” um trabalho de base, sobre o qual, muitos novos estudos surgiram e ainda devem surgir.

Visando categorizar os esportes coletivos a partir de suas semelhanças e diferenças, Bayer aponta que, com relação à forma de disputa da bola, o handebol se caracteriza como um esporte de contato físico, que em grau de intensidade, fica atrás somente de esportes como o Rúgbi e o Futebol Americano.

Ou seja, o contato físico é inerente ao jogo e, complementando esta ideia, sem sua presença, o handebol seria um esporte sem graça.

Logo, o contato físico deve ser, sem dúvidas, um conteúdo de aprendizagem que necessita ser pedagogizado em aulas e treinos, principalmente na iniciação ao handebol.

Não falo aqui de treinos maçantes ensinando como controlar o adversário, dentro de um padrão técnico, comumente visto em treinos através de exercícios analíticos que ensinam como “encaixar” o adversário, inibindo-o.

Estou falando sobre algo muito maior e anterior ao esporte. Continuar lendo “A pedagogia do “contato físico” no handebol”

Sensibilização ao conceito tático da finta e ocupação de espaços vazios para a iniciação do Handebol (até 12 anos)

Tendo como base o reconhecimento dos espaços vazios defensivos, este artigo visa presentar um exemplo de jogo que pode ser aplicada até os 12 anos de idade (mas que pode ser aplicado também em idades maiores) e que pode estimular a aprendizagem simultânea dos meios táticos individuais ocupação de espaços vazios e finta, tão importantes para a iniciação ao handebol. Mamãe da Rua com 3 … Continuar lendo Sensibilização ao conceito tático da finta e ocupação de espaços vazios para a iniciação do Handebol (até 12 anos)

Entre a Finta e a Ocupação de Espaços Vazios. Como evitar conflitos no ensino do Handebol

Após a leitura, não se esqueça de deixar um comentário para que todos possam ler e aprender com sua opinião!   No processo de iniciação ao handebol, geralmente, e com certa razão, valorizam-se atitudes individuais como conteúdos de ensino. Quando se fala do jogo ofensivo, principalmente, a finta é quase sempre considerada o primeiro elemento técnico (talvez, junto com a realização do passe) a ser … Continuar lendo Entre a Finta e a Ocupação de Espaços Vazios. Como evitar conflitos no ensino do Handebol

Jogando para Aprender o Retorno Defensivo II – Jogos para a Especialização

Nas idades em que já há o processo de especialização do handebol, retornar defensivamente deve ser mais do que uma atitude aplicada em pequenos jogos, como no caso da iniciação.

Retornar defensivamente nesse período passa a ter importante carga estratégica (sem deixar de lado, claro, o fato de que as fases transitivas do jogo – retornar defensivamente e contra-atacar com rapidez – exigem grande capacidade de antecipação ao desfecho da jogada).

Retornar deixa de ser apenas uma atitude de voltar ao campo defensivo, ou de simplesmente buscar recuperar a posse de bola. Algumas funções devem começar a ser definidas enquanto modelo de jogo da equipe, estruturando o chamado “balanço defensivo”.

Balanço defensivo é uma estrurtura (móvel ou fixa) que possui características bem definidas e treinadas, de forma que a equipe possa se auto-organizar em função de elementos (referências) do jogo.

Abaixo, segue uma sequência de jogos que possibilitam a aprendizagem do retorno defensivo com o conceito de balanço defensivo. Continuar lendo “Jogando para Aprender o Retorno Defensivo II – Jogos para a Especialização”