Sugestões para o processo de formação de novos árbitros de handebol

Novos atores! É disso que sempre precisamos para que nossa modalidade sobreviva e permaneça sendo uma realidade.

Fala-se muito em formação de atletas, cursos de capacitação para treinadores e professores, mas e formação dos árbitros, fica como?

Assim como em todo processo de desenvolvimento, novos árbitros precisam de tempo para adquirirem “bagagem” para apitar. Não é assim também com um jovem treinador? E, com as crianças que iniciam na prática esportiva, isso também não acontece? Este é um grande desafio para Federações e Ligas.

A partir disso, alguns postulados são encarados como verdades quase que imutáveis frente ao processo de formação do jovem árbitro e quase sempre são adotadas pelas organizações responsáveis pelas competições de handebol para alavancar a carreira destes árbitros. Vamos discutir alguns deles: Continuar lendo “Sugestões para o processo de formação de novos árbitros de handebol”

O handebol é jogo de “fominha”

 

Ao fim do texto, deixe suas considerações sobre o conteúdo aqui tratado. Também sugiro que coloque suas considerações sobre o comentário de outro colega, assim fomentamos o debate e damos vida ao nosso Grupo de Estudos!

*Antes de continuar a leitura, confira aqui a definição de fominha (termo brasileiro), no contexto do esporte coletivo.

Geralmente, entendemos que para garantir a participação de todos durante um jogo de handebol, o uso do passe é fundamental, pois assim todos pegam na bola e participam efetivamente do jogo. Frente a esta concepção é normal que o jogador fominha fique cansado de ouvir: “passa a bola!”.

Existem algumas caraterística do handebol reguladas por suas regras, que podem colocar em xeque este conceito.  Continuar lendo “O handebol é jogo de “fominha””

Regulamentos Adaptados: Contribuições de feras no assunto!

No dia 02 de setembro de 2015 estive na EEFE/USP junto com um grupo de alunos, coordenados pelo Prof. Ms. Diogo Castro, que discutem o handebol a partir de uma visão bastante aplicada, buscando para isso, referenciais teóricos e exemplos em grandes nomes do nosso esporte. Estiveram neste dia, também os Profs. Drs. Luis Dantas e Ana Lúcia Padrão dos Santos

Fui convidado para participar de uma conversa sobre a utilização de regulamentos adaptados em categorias menores, sobretudo, mirim e infantil.

Apresentei, como sustentação de meus argumentos, aquilo que considero os princípios essenciais da lógica dos esportes coletivos, que estão na relação entre as ações que visam a recuperação constante da posse de bola quando defendendo e àquelas que visam atingir de forma rápida (não com pressa) a oportunidade de desfazer-se da bola (por meio de finalização ao gol) quando se está atacando. Continuar lendo “Regulamentos Adaptados: Contribuições de feras no assunto!”

Handebol não é basquete com gol: Aprendendo o ritmo trifásico

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Apesar de ser bastante ilustrativa a comparação entre handebol e basquete (uso habitualmente este recurso para introduzir o handebol aos iniciantes) pelo fato de ambos os esportes possuírem muitas semelhanças funcionais, existem entre eles muitas diferenças do ponto de vista regulamentar que influenciam diretamente ações táticas individuais, como o deslocamento com a bola durante o jogo, por exemplo.

Deslocar-se com a bola nas duas modalidades pode ser operacionalizado por meio do quique da bola, mas a semelhança termina por aí.

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Avaliando no Handebol: Em que nível de aprendizagem seus atletas e seu grupo se encontram?

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Um dos princípios básicos de qualquer organização curricular é a adequação dos conteúdos/matérias com o atual momento de aprendizagem e os potenciais a serem atingidos pelos alunos. No ensino do handebol de base isso não pode ser diferente.

Compreender que o handebol é uma construção processual com etapas de aprendizagem e que para cada uma delas há a necessidade de construir um handebol possível de ser aprendido é essencial e uma das formas de conhecer o que se trabalhar é saber avaliar. E, avaliar, sempre é uma grande dificuldade, afinal, o que avaliar? Como avaliar?

Realmente, não é simples. Em se tratando de esporte, a avaliação coletiva é demasiadamente complicada. Para isso, no livro “Educação Como Prática Corporal” de 2003, cujo tema são aulas de educação física escolar, os professores Alcides José Scaglia e João Batista Freire propõem que a avaliação deve ser feita por uma observação sistemática de poucos alunos por vez, até que todos possam ser avaliados.

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As Referências Funcionais Defensivas: Recuperando a Bola

Em poucos esportes, defender pode ser tão atraente como no handebol.

Dentro do funcionamento do jogo defensivo, autores como Teodorescu (1984) e Bayer (1992) apresentam a ideia de que todo esporte coletivo apresenta três ações defensivas básicas:

  1. Proteger o alvo;
  2. Impedir a progressão adversária; e
  3. Recuperar a posse de bola.

Estas três referências ou princípios, regulam o funcionamento de qualquer estrutura defensiva e toda ação individual ou coletiva do ato de defender

Tipicamente, no ensino do handebol, o olhar sobre o alto-rendimento esconde aspectos que transformam o handebol ensinado a iniciantes num jogo muito estereotipado, fazendo com que estas três funções defensivas sejam minimizadas a apenas uma: proteger o alvo.

Esse tipo de conduta transforma um jogo que possui formas de defender potencialmente agradáveis aos iniciantes num verdadeiro martírio. Fica chato defender. Continuar lendo “As Referências Funcionais Defensivas: Recuperando a Bola”

Penetrações sucessivas no Handebol: um jeito fácil de ensinar

Quer ensinar seus alunos a realizarem penetrações sucessivas (que dão origem ao engajamento)?

É fácil, coloque-os pra jogar com uma regra trazida do rugby Continuar lendo “Penetrações sucessivas no Handebol: um jeito fácil de ensinar”

Fixações no Handebol – Artigo Científico

Olá pessoal! Gostaria de incluir no blog um artigo científico relacionado aos conceitos de Fixação Par, Ímpar e Par-Ímpar. Trata-se de um texto muito bom do professor Rafael Pombo Menezes, um dos maiores contribuidores sobre os estudos científicos do handebol que eu conheço. Clique aqui para acessar o artigo (é necessário um leitor de PDF para abrir o arquivo) Apenas como critério de curiosidade, existem … Continuar lendo Fixações no Handebol – Artigo Científico

Artigo científico que vale a pena ler!!!!

Com este blog busco aproximar sempre que possível o conhecimento produzido em algo mais acessível. Trago hoje o link para um belíssimo artigo escrito por um grupo de professores notáveis: Larissa Galatti, Pedro Serrano, Antônio Seoane e o grande mestre Professor Roberto Rodrigues Paes. O nome do artigo é Pedagogia do Esporte e Basquetebol: Aspectos metodológicos para o desenvolvimento motor e técnico dos atletas em formação … Continuar lendo Artigo científico que vale a pena ler!!!!

Mudanças na regra do Handebol de Base – Estamos solucionando o problema?

Começo de ano sempre me faz pensar nas reuniões técnicas das Ligas e Federações.

Há algum tempo não participo como responsável por equipes, mas sempre me mantenho conectado a tudo o que acontece, meio que como em uma relação platônica que se traduz num sentimento de “quem sabe eu volto a esse mundo” – de reuniões, discussões, montagem de tabelas e jogos.

E um dos principais pontos ao qual sempre me envolvi eram as discussões de regras adaptadas nas categorias de base.

Sempre fui defensor de adaptações que propiciem aos alunos/atletas da iniciação (mirim, infantil e cadete) a possibilidade de aprenderem jogando, ou seja, terem condições de se desenvolver também no jogo, como um momento de continuidade de formação do atleta.

No entanto, os resultados destas adaptações têm me deixado um tanto quando pensativo. Continuar lendo “Mudanças na regra do Handebol de Base – Estamos solucionando o problema?”