Crônicas Pedagógicas: O Dilema de Duda

A situação de erro de substituição é bastante comum quando lidamos com crianças que estão iniciando sua inserção na prática competitiva. Eu mesmo já passei por essa situação inúmeras vezes, mas uma circunstância dessas que me ocorreu há alguns anos marcou profundamente minha maneira de atuar no handebol de base no que diz respeito ao sendo de justiça.

Continuar lendo “Crônicas Pedagógicas: O Dilema de Duda”

Crônicas Científicas: Professor, existe uma Marta do Handebol?

Esta crônica se baseia nos resultados de dois Artigos Científicos listados abaixo: 1. Gisele Viola Machado, Larissa Galatti e Roberto Rodrigues Paes. “Seleção  de  conteúdos  e  procedimentos pedagógicos para o ensino do esporte em projetos sociais: reflexões  a  partir  dos  jogos  esportivos coletivos”, publicado na revista Motrivivência, edição número 39, páginas 164 a 176, no ano de 2012 (clique aqui); 2. Gisele Viola Machado, Larissa … Continuar lendo Crônicas Científicas: Professor, existe uma Marta do Handebol?

Crônicas Científicas: Ele é o pior do time!

Esta crônica é baseada em parte dos resultados apresentados no artigo científico de Abel Merino, Ana Arraiz e Fernando Sabirón, chamado “La construcción de la identidad competitiva del niño que práctica fútbol prebenjamín”, publicado na Revista de Psicología del Deporte, volume 28, número 1, páginas 89–96 de 2019 [clique aqui para baixar] Nós treinadores temos algumas crenças que não representam necessariamente aquilo que ocorre debaixo … Continuar lendo Crônicas Científicas: Ele é o pior do time!

Crônicas Pedagógicas: Pai, deixa a criança se divertir!

Estava com minha equipe jogando uma partida de uma liga local formada pelos próprios treinadores das equipes envolvidas. Queríamos, com esta competição, ampliar a bagagem competitiva das crianças que jogavam pouco nas outras competições em que participávamos. Nossa preocupação era oferecer um espaço de protagonismo para estas crianças, para que elas se mantivessem praticando handebol. O formato desta liga era bem diferente das competições convencionais, … Continuar lendo Crônicas Pedagógicas: Pai, deixa a criança se divertir!

Crônicas Pedagógicas: Eu posso pegar a bola?

Handebol é um esporte quase sempre estereotipado por um modelo pré-concebido: “Um jogo de bola em que a defesa se organiza numa barreira em volta da área que só o goleiro pode pisar, no qual devemos arremessar por cima da barreira para marcar gol”. Às vezes acho que isso é um pouco culpa da desinformação, afinal, é bem difícil assistir jogos de handebol, pelo menos, … Continuar lendo Crônicas Pedagógicas: Eu posso pegar a bola?

Crônicas Pedagógicas: “Faça o que digo e faça o que eu faço”

Todos temos boas intenções, ao menos no nosso discurso educacional. Não tenho dúvidas disso. Todo treinador que conheço afirma “faço isso, pois sei que é o melhor para meus atletas”, afinal, temos uma firme crença em nossos atos. Cremos fazer sempre o melhor, caso contrário, por que lidar com o processo de ensino, vivência, aprendizagem e treinamento do handebol? Neste sentido, quem de nós, quando questionados … Continuar lendo Crônicas Pedagógicas: “Faça o que digo e faça o que eu faço”

Crônicas Pedagógicas: mais àquele que tem mais!

Na bíblia cristã, há uma passagem em Mateus que fala o seguinte: “A todo aquele que tem, será dado mais, e terá em abundância. Mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado” (Mateus, 25, 28-29)”.
Quer saber suas relações com o handebol? Leia a Crônica de Duda Bernardi. Continuar lendo Crônicas Pedagógicas: mais àquele que tem mais!

Crônicas Pedagógicas: As pequenas especialistas

Lembro-me como se fosse hoje… Era meu primeiro dia de trabalho na última equipe em que trabalhei. Era uma equipe de handebol feminino, bastante prestigiada no estado, devido à concentração de excelentes resultados de seu projeto de alto-desempenho. Apesar disso, ainda patinava na organização de projetos de iniciação e especialização ao handebol. Eu estava lá, à frente de pouco mais de 30 meninas entre 12 … Continuar lendo Crônicas Pedagógicas: As pequenas especialistas

Saldo de gols no handebol: até quando nossos jovens serão reféns?

A participação em competições esportivas possui enorme apelo para a permanência dos jovens na prática esportiva, bem como para que valores sejam inseridos na vida destes jovens atletas. Porém, competir não é bom nem ruim em sua essência, sendo a experiência vivenciada em sua prática que pode ser boa ou ruim para estes jovens, dependendo da autopercepção que eles tenham destas experiências.

Treinadores possuem um papel fundamental neste processo, afinal, competir é um momento de seleção de quais jogadores de fato atuarão no jogo. Isso não será um grande problema se valores como merecimento, dedicação e frequência em aulas e treinos sejam um parâmetro balizador para estas escolhas. Isso, parte do treinador. Continuar lendo “Saldo de gols no handebol: até quando nossos jovens serão reféns?”

Temos que tirar os iniciantes no handebol da linha dos 6 metros!

O esporte de alto nível, para muitos professores e treinadores, transforma-se num importante referencial pedagógico, afinal, os modelos apresentados nestes cenários competitivos apresentam as tradições e as novas tendências para o rendimento esportivo.

Uma tradição que influencia muitas condutas pedagógicas para o processo de ensino, vivência, aprendizagem e treinamento no handebol está associada à utilização de sistemas defensivos que atuam em forma de barreira, circundando à linha dos seis metros que delimita a área do goleiro, tendo como conduta básica fechar os espaços defensivos, atuando com braços sempre levantados e induzindo ao ataque os arremessos de longa distância. Predomina neste modelo defensivo o acompanhamento coletivo da bola, ação tática denominada como basculação defensiva, ou seja, a defesa ir e vir de um lado ao outro acompanhando o local onde se encontra a bola.

Considerando que estamos num cenário de iniciantes com pouca experiência com a modalidade, ou mesmo crianças entre 10 e 12 anos de idade, será este modelo defensivo aquele que mais se ajusta às possibilidades de aprendizagem deste público? Continuar lendo “Temos que tirar os iniciantes no handebol da linha dos 6 metros!”