Sugestões para o processo de formação de novos árbitros de handebol

Novos atores! É disso que sempre precisamos para que nossa modalidade sobreviva e permaneça sendo uma realidade.

Fala-se muito em formação de atletas, cursos de capacitação para treinadores e professores, mas e formação dos árbitros, fica como?

Assim como em todo processo de desenvolvimento, novos árbitros precisam de tempo para adquirirem “bagagem” para apitar. Não é assim também com um jovem treinador? E, com as crianças que iniciam na prática esportiva, isso também não acontece? Este é um grande desafio para Federações e Ligas.

A partir disso, alguns postulados são encarados como verdades quase que imutáveis frente ao processo de formação do jovem árbitro e quase sempre são adotadas pelas organizações responsáveis pelas competições de handebol para alavancar a carreira destes árbitros. Vamos discutir alguns deles: Continuar lendo “Sugestões para o processo de formação de novos árbitros de handebol”

Regulamentos Adaptados: Contribuições de feras no assunto!

No dia 02 de setembro de 2015 estive na EEFE/USP junto com um grupo de alunos, coordenados pelo Prof. Ms. Diogo Castro, que discutem o handebol a partir de uma visão bastante aplicada, buscando para isso, referenciais teóricos e exemplos em grandes nomes do nosso esporte. Estiveram neste dia, também os Profs. Drs. Luis Dantas e Ana Lúcia Padrão dos Santos

Fui convidado para participar de uma conversa sobre a utilização de regulamentos adaptados em categorias menores, sobretudo, mirim e infantil.

Apresentei, como sustentação de meus argumentos, aquilo que considero os princípios essenciais da lógica dos esportes coletivos, que estão na relação entre as ações que visam a recuperação constante da posse de bola quando defendendo e àquelas que visam atingir de forma rápida (não com pressa) a oportunidade de desfazer-se da bola (por meio de finalização ao gol) quando se está atacando. Continuar lendo “Regulamentos Adaptados: Contribuições de feras no assunto!”

Recomendação de Leitura – Esporte Educacional

Na obra, “Ensinar Esportes, Ensinando a Viver”, o Prof. João Batista Freire nos premia com um livro que conta um pouco sobre o seu início como professor de atletismo em São Bernardo do Campo, na década de 1970, em plena Ditadura Militar brasileira. No livro, João mostra como que ali surgia a base de seus princípios pedagógicos (ensinar esportes a todos, ensinar bem esporte a … Continuar lendo Recomendação de Leitura – Esporte Educacional

Regras Adaptadas na Iniciação: Goleiro-Linha x Defesa Individual

Acompanhando e participando de algumas competições de base, observo com frequência a utilização de regras adaptadas voltadas para a iniciação (categorias mirim e infantil, principalmente), tendo como justificativa garantir uma jogabilidade que esteja adaptada à faixa etária, período de aprendizagem e desenvolvimento motor e antropométrico da criançada. Fui um dos grandes defensores deste olhar, mas o que observamos é que a tentativa de “pedagogizar o … Continuar lendo Regras Adaptadas na Iniciação: Goleiro-Linha x Defesa Individual

Mudanças na regra do Handebol de Base – Estamos solucionando o problema?

Começo de ano sempre me faz pensar nas reuniões técnicas das Ligas e Federações.

Há algum tempo não participo como responsável por equipes, mas sempre me mantenho conectado a tudo o que acontece, meio que como em uma relação platônica que se traduz num sentimento de “quem sabe eu volto a esse mundo” – de reuniões, discussões, montagem de tabelas e jogos.

E um dos principais pontos ao qual sempre me envolvi eram as discussões de regras adaptadas nas categorias de base.

Sempre fui defensor de adaptações que propiciem aos alunos/atletas da iniciação (mirim, infantil e cadete) a possibilidade de aprenderem jogando, ou seja, terem condições de se desenvolver também no jogo, como um momento de continuidade de formação do atleta.

No entanto, os resultados destas adaptações têm me deixado um tanto quando pensativo. Continuar lendo “Mudanças na regra do Handebol de Base – Estamos solucionando o problema?”

Mais Lições com o Rugby Brasileiro!

Acompenhei hoje (19/11/2011), a final do Super 10, competição com as 10 melhores equipes brasileiras de rugby.

Não se tratou apenas de uma transmissão ao vivo da modalidade. Na realidade, a proposta foi fazer a melhor cobertura possível de um esporte não trivial dentro da cultura nacional, de forma que o público, ao assistir à partida aprendesse mais sobre a modalidade, conhecesse detalhes de suas regras (que não são simples, alías, muito mais interpretativas que as regras do handebol, pelo que percebi), entendesse a relação entre atletas e arbitragem. Em fim, a proposta foi cativa o público para a modalidade, e acredito que isso foi atingido. Continuar lendo “Mais Lições com o Rugby Brasileiro!”

Princípios Básicos para Competições de Base

Olá!

Este não será um artigo longo, tratarei nele apenas uma inquietação que tive agora a pouco, pensando “cá com meus botões”.

Quando falamos de competições de base, voltado para crianças em períodos da iniciação, temos que nos remeter a alguns cuidados, ou melhor, refletir sobre alguns vícios que trazemos conosco.

Um vício comum é pensar em competição apenas pelo viés do resultado de quadra. Ou seja, inscrevo minha equipe para vencer, e pensando nisso, farei o que for possível para conseguir a conquista. Um reflexo deste pensamento é inscrever 14 alunos/atletas, para uma competição, mas utilizar apenas 7 ou 8 desses alunos ao longo de todos os jogos. Isso está de acordo com o caráter formativo?

Outros vícios bastante comuns  são: (1) visando ensinar o handebol para as crianças, transformar o ambiente de jogo em um momento cercado de valores tradicionais, tais como a famosa preleção “motivacional” pré-jogo, (2) jogar estruturalmente e funcionalmente de acordo com o que aparenta existir nos modelos de alto rendimento, proporcionando uma dinâmica de jogo estereotipada do jogo do adulto, enfatizando, desde muito cedo especialidades para cada aluno, criando uma estrutura de jogo demasiadamente fixa e padronizada, (3) além de desenvolver uma dependência muito grande do professor, deixando o desenvolvimento da autonomia para tomar decisões na quadra, através de uma postura de professor “dono da verdade” que manipula seus “bonequinhos” como fazem os militares ao desenvolver táticas de guerra.

Vícios como esses devem ser definitivamente banidos do processo educacional. Não pode existir no ambiente competitivo de base. A final, quem é o protagonista deste momento? A equipe vitoriosa, apenas? O melhor professor, que comanda sua equipe de forma a levá-la à vitória? Ou o aluno, que tem que ter o direito de exercer sua função de protagonista, participando da competição?

Para isso, existem princípios que balizam a ação pedagógica de um “esporte para todos”, que podem muito bem ser transferidas para um ambiente competitivo de base, que deve ser extremamente pedagógico.

Para o professor João Batista Freire (@jbfreire), existem 4 princípios que devem balizar a ação educativa quando falamos do esporte, princípios estes balizadores de um projeto que considero pioneiro Continuar lendo “Princípios Básicos para Competições de Base”

Abandono Precoce e Iniciação Esportiva – propostas para mudar esse cenário

Este trabalho teve a colaboração do Prof. Carlos Resende Docente e Ex-Treinador Campeão Nacional pelo F.C. do Porto e Atleta Internacional de elevado nível desportivo e do Prof. Lucas Leonardo, coordenador do site “Pedagogia do Handebol”

Para que seja possível aprender é necessário que haja processo. Para haver processo, torna-se necessário haver adesão.

A preocupação com o abandono precoce na iniciação esportiva é algo que nos últimos anos vem sendo muito estudado por pesquisadores que se preocupam com uma nova abordagem de ensino do esporte.

Dentre pesquisadores desse assunto, o professor Professor Roberto Paes da UNICAMP é um dos principais autores que, além de discutir as questões do abandono precoce relaciona tal problema educacional e o processo de especialização precoce.

Especialização precoce e abandono precoce, ambos são peças de uma mesma engrenagem, que criam um infeliz circulo vicioso de entrada, abandono e muita vezes, desgosto pelo esporte.

Especializar precocemente tem total vínculo com uma visão de ensino que se baseia na ânsia pelo alto-rendimento esportivo e os vilões da história podem ser muitos: professores, pais, dirigentes de clubes e outros.

Porém, o professor, como principal responsável pela práxis educacional, é peça fundamental desse ciclo que se forma e também, o primeiro responsável pela sua transformação.

O professor Antônio Cunha, da Faculdade do Porto, também é um dos principais nomes que estudam essas questões com especificidade no handebol.

Na Conferencia entre a FPA (Federação Portuguesa de Andebol) e as Universidades portuguesas sobre a problemática do handebol nas escolas portuguesas, o professor apresentou um trabalho aplicado, voltado para a discussão dos problemas do abandono precoce e buscando solucionar tal questão.

Foi um trabalho intensivo nas aulas de estudo práticos na Faculdade do Porto e testado com sucesso há 4 anos.

Em pesquisa realizada com os jovens atletas inscritos na AAP (Associação de Andebol do Porto, a maior de Portugal) que abandonaram a modalidade no início da sua carreira desportiva, as principais causa destacadas foram: Continuar lendo “Abandono Precoce e Iniciação Esportiva – propostas para mudar esse cenário”

Propostas para o Andebol de Base

Material gentilmente cedido pelo Professor António Alberto Dias Cunha – http://andeboldebase.blogspot.com/

INTRODUÇÃO:

Minha formação na área do Andebol tem duas escolas:

  • Balcãs /Escandinava (são muito semelhantes) e francesa;
  • Minha experiencia como atleta e treinador nos escalões do andebol de base, mesmo sendo Treinador Principal dos vários clubes em que estive, Selecção Nacional, FCP-SLB-ABC-SCP-BFC.

Fiz muita formação em estágios, seminários a nível do Andebol de base, práticas nas escolas e clubes (semelhantes) dos Balcãs e tendo como apoio as selecções nacionais e seus treinadores e o clube mais representativo desta abordagem metodológica e com resultados ao longo de dezenas de anos o Metaloplastika (várias vezes campeão europeu de clubes e maior fornecedor de atletas para a selecção Nacional Jugoslávia – República de montenegro), conversas informais de muitas horas com O Mentor do Andebol em campos reduzidos, Vinic Tomlianovic, director técnico da Croácia.

ANDEBOL DE BASE (bambis, minis e infantis):

MODELO DE COMPETIÇÃO: Continuar lendo “Propostas para o Andebol de Base”

Propostas para Competições no Handebol de Base II – Categorias Mini e Mirim

O artigo dessa semana será publicado em formato PDF, pois ficou um texto bastante grande e a leitura dele no corpo do blog pode se tornar consativa. Clicando abaixo há o link para download do material. Peço que leiam, divulguem, questionem, sugiram e etc.. Propostas para Competições no Handebol de Base – mini e mirim [clique aqui] Abraços a todos, Continuar lendo Propostas para Competições no Handebol de Base II – Categorias Mini e Mirim