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Crônicas Científicas: Treinador com joystick nas mãos

Esta crôncia tem inspiração no livro de Wilton Carlos Santana, denominado “Pedagogia do Futsal – aprender para jogar”, especificamente sobre a seção “Criar uma atmosfera sociomoral” pgs. 170-173. Para obter o livro, clique aqui. A crônica não representa um momento específico, mas a união de diferentes experiências vividas, protagonizadas e observadas por Duda Bernardi ao longo de sua vida profissional. “Sei que todo treinador de … Continuar lendo Crônicas Científicas: Treinador com joystick nas mãos

Crônicas Pedagógicas: O Dilema de Duda

A situação de erro de substituição é bastante comum quando lidamos com crianças que estão iniciando sua inserção na prática competitiva. Eu mesmo já passei por essa situação inúmeras vezes, mas uma circunstância dessas que me ocorreu há alguns anos marcou profundamente minha maneira de atuar no handebol de base no que diz respeito ao sendo de justiça.

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Crônicas Científicas: Ele é o pior do time!

Esta crônica é baseada em parte dos resultados apresentados no artigo científico de Abel Merino, Ana Arraiz e Fernando Sabirón, chamado “La construcción de la identidad competitiva del niño que práctica fútbol prebenjamín”, publicado na Revista de Psicología del Deporte, volume 28, número 1, páginas 89–96 de 2019 [clique aqui para baixar] Nós treinadores temos algumas crenças que não representam necessariamente aquilo que ocorre debaixo … Continuar lendo Crônicas Científicas: Ele é o pior do time!

Crônicas Pedagógicas: Pai, deixa a criança se divertir!

Estava com minha equipe jogando uma partida de uma liga local formada pelos próprios treinadores das equipes envolvidas. Queríamos, com esta competição, ampliar a bagagem competitiva das crianças que jogavam pouco nas outras competições em que participávamos. Nossa preocupação era oferecer um espaço de protagonismo para estas crianças, para que elas se mantivessem praticando handebol. O formato desta liga era bem diferente das competições convencionais, … Continuar lendo Crônicas Pedagógicas: Pai, deixa a criança se divertir!

Crônicas Pedagógicas: A culpa é das atletas

Um pouco sobre a visão empirista no handebol: “Eu estou fazendo a minha parte, vou lá dou meus treinos, sei o que tenho que ensinar, dou treino de handebol há muitos anos. Agora, se vocês não são capazes de aprender, o problema é de vocês.”. Continuar lendo Crônicas Pedagógicas: A culpa é das atletas

Crônicas Pedagógicas: O milagre que vem de fora

Mais uma crônica de Duda Bernardi.

“O Diretor reuniu todos que iam jogar, eu e o Biel ficamos de fora da roda, e apresentou os dois caras para o time. Disse que eles viriam reforçar a equipe, porque o clube tinha um nome a zelar e era mais do que necessário sermos campeões desta etapa para deixarmos uma boa imagem. Tínhamos que ter resultados iguais ao do time adulto que sempre vencia o estadual”. Continuar lendo Crônicas Pedagógicas: O milagre que vem de fora

Crônicas Pedagógicas: Uma contra todas!

Dia desses, estava vendo um jogo de uma competição de handebol da região em que vivo. Em quadra, duas equipes femininas com crianças até 14 anos de idade. De um lado, uma equipe bem montadinha, com uma proposta defensiva diferente daquelas que eu costumeiramente vejo aqui no meu pedaço. Era uma estrutura 6:0, mas com um funcionamento muito ativo. Quando a bola chegava nas mãos … Continuar lendo Crônicas Pedagógicas: Uma contra todas!

Crônicas Pedagógicas: A caridade que segrega…

Vocês conhecem a Joana e Mariana? Não? Então vamos às apresentações! Joana é uma garota de 15 anos de idade, de classe média alta, vive na região central de uma grande metrópole e estuda num dos melhores colégios preparatório desta cidade. Mariana, também de 15 anos, vive na mesma metrópole, porém na região noroeste, local de IDH baixo e de grande vulnerabilidade social. Ela estuda … Continuar lendo Crônicas Pedagógicas: A caridade que segrega…

Saldo de gols no handebol: até quando nossos jovens serão reféns?

A participação em competições esportivas possui enorme apelo para a permanência dos jovens na prática esportiva, bem como para que valores sejam inseridos na vida destes jovens atletas. Porém, competir não é bom nem ruim em sua essência, sendo a experiência vivenciada em sua prática que pode ser boa ou ruim para estes jovens, dependendo da autopercepção que eles tenham destas experiências.

Treinadores possuem um papel fundamental neste processo, afinal, competir é um momento de seleção de quais jogadores de fato atuarão no jogo. Isso não será um grande problema se valores como merecimento, dedicação e frequência em aulas e treinos sejam um parâmetro balizador para estas escolhas. Isso, parte do treinador. Continuar lendo “Saldo de gols no handebol: até quando nossos jovens serão reféns?”

Temos que tirar os iniciantes no handebol da linha dos 6 metros!

O esporte de alto nível, para muitos professores e treinadores, transforma-se num importante referencial pedagógico, afinal, os modelos apresentados nestes cenários competitivos apresentam as tradições e as novas tendências para o rendimento esportivo.

Uma tradição que influencia muitas condutas pedagógicas para o processo de ensino, vivência, aprendizagem e treinamento no handebol está associada à utilização de sistemas defensivos que atuam em forma de barreira, circundando à linha dos seis metros que delimita a área do goleiro, tendo como conduta básica fechar os espaços defensivos, atuando com braços sempre levantados e induzindo ao ataque os arremessos de longa distância. Predomina neste modelo defensivo o acompanhamento coletivo da bola, ação tática denominada como basculação defensiva, ou seja, a defesa ir e vir de um lado ao outro acompanhando o local onde se encontra a bola.

Considerando que estamos num cenário de iniciantes com pouca experiência com a modalidade, ou mesmo crianças entre 10 e 12 anos de idade, será este modelo defensivo aquele que mais se ajusta às possibilidades de aprendizagem deste público? Continuar lendo “Temos que tirar os iniciantes no handebol da linha dos 6 metros!”