Recomendação de Leitura

Olá amigos, para essa semana recomendo a vocês a leitura do artigo do Professor Riller Silva Reverdito, colaborador do site Pedagogia do Handebol, escrito junto com o Professor Alcides José Scaglia, discutindo uma proposta metodológica para o ensino dos jogos coletivos, focando suas análises pedagógicas no ensino do handebol, trazendo a discussão do jogo sobre a ótica da gestão do seu processo organizacional. Vale a … Continuar lendo Recomendação de Leitura

Construção de uma Progressão Pedagógica para o Ensino do Handebol Através do Jogo – A Escolha dos Jogos I

Conforme citado no artigo anterior (clique aqui) iremos tratar agora da ‘Escolha dos Jogos’, ou seja, como adequar cada jogo ao contexto de nosso grupo de trabalho.

Cada grupo de alunos/atletas com o qual lidamos corresponde a uma realidade diferente, conhecimentos diferentes sobre o handebol e vivências anteriores também particulares a cada indivíduo e cada grupo.

Torna-se, portanto, uma incoerência criar uma ‘receita’ simples de ser seguida, já que a pluralidade e a generalidade são aspectos relacionados a toda relação humana.

Seguir um modelo pronto (assim como o ensino tecnicista nos condiciona a fazer) passa a ser algo questionável. Não serão dados, portanto, modelos, receitas, caminhos definidos, mas sim pistas, dicas e reflexões que possam nos orientar dentro de uma progressão pedagógica.

Escolher um conteúdo a ser passado para nossos alunos é algo complexo (como tudo o que envolve educação, desenvolvimento humano e relações sociais) e para isso, quando temos no jogo nossa arma pedagógica, não basta apenas escolhermos uma série de jogos e montar aulas como alguém que com um baralho, descarta e escolhe novas cartas para seu jogo, é necessário planejamento e coerência pedagógica.

A escolha dos jogos exige um olhar para o conteúdo que se objetiva ensinar e como sistematizar atividades/jogos/brincadeiras que sejam capazes de orientar nossos alunos/atletas para aprender aquilo que queremos ensiná-los.

Esses conteúdos, no entanto, superam em muito aquilo que o olhar tradicional considera conteúdos a serem ensinados no handebol (os fundamentos técnicos isolados, de maneira geral, e abordagens fragmentadas da perspectiva tática/estratégica do jogo).

Se o objetivo é construir uma metodologia de ensino pautada no jogo, o jogo elaborado deve ser capaz de garantir que a aprendizagem seja conseguida exclusivamente jogando.

Para isso, deve-se inicialmente definir: “Como poderão ser os jogos que utilizarei na minha proposta pedagógica?”. Continuar lendo “Construção de uma Progressão Pedagógica para o Ensino do Handebol Através do Jogo – A Escolha dos Jogos I”

O ensino dos esportes coletivos: metodologia pautada na família dos jogos

Esta semana estarei postando aqui um artigo científico produzido por mim, o Professor Riller Reverdito e o Professor Alcides Scaglia na revista motriz. Nele discutimos uma proposta metodológica de ensino dos esportes coletivos (e também do handebol) sob a perspectiva da família dos jogos, discutida na tese de doutorado do professor Alcides e que tanto defendo nesse espaço virtual. Espero que apreciem a leitura, clique … Continuar lendo O ensino dos esportes coletivos: metodologia pautada na família dos jogos

Como pensar a formação de um jogador de Handebol III – 13 a 14 anos

Seguindo com os artigos que falam sobre a formação de um jogador de handebol, falaremos agora sobre como pensar a formação de jogadores de 13 e 14 anos, que já estão adentrando ao período de especialização esportiva.

Gostaria, porém,  de esclarecer um ponto.

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Não penso que devemos nos empenhar única e exclusivamente na formação de um jogador focando o alto-rendimento como único caminho a ser alcançado nesse processo.

De acordo com Greco (1997, p.24), existem algumas fazes que devem ser pensadas durante o processo de formação esportiva de qualquer pessoa e gostaria de destacar aquilo que o professor Greco chama de Fase de Recreação/Saúde. (Figura abaixo)

greco-fases-de-formacao-do-jogador Continuar lendo “Como pensar a formação de um jogador de Handebol III – 13 a 14 anos”

Como pensar a formação de um jogador de Handebol II – 10 a 12 anos

Na iniciação, aos 10/12 anos aproximadamente, dificilmente teremos a possibilidade de encontrar um grupo capaz de jogar o handebol de maneira elaborada, quase sempre se caracterizando como um grupo que se encontra numa fase de jogo anárquico (sobre o jogo elaborado e anárquico, clique aqui) – por suas questões físicas, cognitivas e por experiências anteriores já vividas em jogos coletivos e no próprio handebol de maneira mais específica.

Logo, o jogo, nessa etapa tem como característica a centração na bola, excesso de verbalização para pedir a bola, independente de o jogador que pede a bola esteja em boa ou ruim condição de jogo, e a visão do jogo centra-se na relação com a bola (características anárquicas).

Essa característica, ao longo do planejamento de ensino do handebol para esses alunos, deve ser superada, buscando que os alunos possam jogar o handebol de forma mais desenvolvida, ou seja, com maior organização espacial, mas ainda sem uma especialização em posições do jogo, que a verbalização diminua, mas que quando ocorrer, seja para uma boa resolução dos problemas do jogo, e que a visão do jogo passe a se descentrar da bola (característica de um jogo em fase de descentração),  seguindo, assim, as idéias apresentadas por Vygotski, sobre a Zona de Desenvolvimento Proximal (ZPD), havendo sempre estimulos para que os alunos superem seus conhecimentos atuais e adapetm-se a novas possibilidades de jogo. Continuar lendo “Como pensar a formação de um jogador de Handebol II – 10 a 12 anos”

Como pensar a formação de um jogador de Handebol – Disposições Preliminares

Parte fundamental desta série de artigos devo às contribuições feitas pelo Prof. Dr. Alcides José Scaglia para a área da pedagogia do esporte, em específico, a pedagogia do treinamento. Obrigado por compartilhar seus conhecimentos comigo!

Quando pensamos na formação de um atleta, em geral, pensamos de maneira bastante pontual, ou seja, no momento em que temos nosso aluno em mãos, porém, pouco se reflete em dois sentidos: o que ele já aprendeu sobre o esporte e, o que tenho que fazê-lo aprender nesse período para que ele tenha conteúdos bem assimilados sobre o esporte.

Essas questões nos remontam à necessidade de entender o processo de formação desse nosso aluno. O segredo está, portanto, na palavra processo.

Ao falarmos de um processo, falamos de uma organização feita, levando em consideração que algo será levado de uma condição para outra.

No caso da formação de jogadores (ou não de handebol) pode-se pensar no seu perfil de ingresso (entrada) e perfil de egresso (saída) desse aluno.

Dessa forma, deve-se considerar aquilo que ele possui de conhecimentos já adquiridos e pensar em como agregar novos possíveis à sua formação (como bem ressalta Jean Piaget) e também como adaptar seus possíveis às novas possibilidades presentes no jogo de handebol.

Logo, se há processo, há diferentes etapas e diferentes conteúdos a serem ensinados ao longo desse período.

Ao mesmo tempo, chega a ser utópico imaginar que seremos capazes de orientar toda a formação de um atleta de handebol em nossas mãos, surgindo o pensamento: “De que adianta eu me preocupar com a formação de meu aluno, fazendo todo trabalho adequado à sua boa formação como atleta, sendo que amanhã ele poderá ir para outro local e não sei se haverá essa preocupação nesse novo ambiente?”

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