Crônicas Científicas: Professor, existe uma Marta do Handebol?

Esta crônica se baseia nos resultados de dois Artigos Científicos listados abaixo: 1. Gisele Viola Machado, Larissa Galatti e Roberto Rodrigues Paes. “Seleção  de  conteúdos  e  procedimentos pedagógicos para o ensino do esporte em projetos sociais: reflexões  a  partir  dos  jogos  esportivos coletivos”, publicado na revista Motrivivência, edição número 39, páginas 164 a 176, no ano de 2012 (clique aqui); 2. Gisele Viola Machado, Larissa … Continuar lendo Crônicas Científicas: Professor, existe uma Marta do Handebol?

Crônicas Pedagógicas: Eu posso pegar a bola?

Handebol é um esporte quase sempre estereotipado por um modelo pré-concebido: “Um jogo de bola em que a defesa se organiza numa barreira em volta da área que só o goleiro pode pisar, no qual devemos arremessar por cima da barreira para marcar gol”. Às vezes acho que isso é um pouco culpa da desinformação, afinal, é bem difícil assistir jogos de handebol, pelo menos, … Continuar lendo Crônicas Pedagógicas: Eu posso pegar a bola?

fonte: https://handebolbh.wordpress.com

As possibilidades de organização do sistema defensivo individual

Há alguns anos o handebol brasileiro vem se transformando nas categorias de base, principalmente nas categorias mirim e infantil. As instituições (como ligas e federações) e os treinadores tem uma grande preocupação com a iniciação esportiva dos atletas e como isso irá interferir no desenvolvimento e no futuro deles na modalidade, e por isso, há algumas modificações regulamentares nessas categorias, como por exemplo, a imposição do uso do sistema defensivo individual em partes do jogo oficial. Afinal, acredita-se que a participação em competições deve ser adequada ao entendimento, crescimento e ao desenvolvimento do indivíduo, no sentido de formação integral e estruturada do jogador de handebol.

Essa imposição do uso do sistema defensivo individual é orientada pela ideia de que há simplificação dos problemas situacionais do jogo, tornando o jogo possível aos seus jogadores. Também há o entendimento que Continuar lendo “As possibilidades de organização do sistema defensivo individual”

O handebol é jogo de “fominha”

*Antes de continuar a leitura, confira aqui a definição de fominha (termo brasileiro), no contexto do esporte coletivo.

Geralmente, entendemos que para garantir a participação de todos durante um jogo de handebol, o uso do passe é fundamental, pois assim todos pegam na bola e participam efetivamente do jogo. Frente a esta concepção é normal que o jogador fominha fique cansado de ouvir: “passa a bola!”.

Existem algumas caraterística do handebol reguladas por suas regras, que podem colocar em xeque este conceito.  Continuar lendo “O handebol é jogo de “fominha””

Pra que serve a linha tracejada no Handebol?

É bastante comum que seja feita a associação da “linha pontilhada” (que na realidade é tracejada) com o handebol, afinal, esta é uma das marcações que diferenciam a quadra de handebol da quadra de futsal (existem outras particularidades da quadra de handebol como a ausência do círculo central e das linhas do escanteio, a existência das linhas de sete metros e a de quatro metros – que é específica para os goleiros – e também uma linha que delimita a área de substituição).

Mas, afinal, para que serve esta linha em termos de regra e como compreendê-la em termos pedagógicos? Continuar lendo “Pra que serve a linha tracejada no Handebol?”

O handebol brasileiro precisa reconhecer seus ídolos

Para existir handebol de base, precisamos de algo fundamental: crianças querendo aprender handebol. Nunca haverá renovação sem isso.

Todo o resto: professores, competições, árbitros, clubes e associações do handebol só existirão se houver quem queira jogar handebol. Mas, o que é o tal do handebol?

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Penetrações sucessivas no Handebol: um jeito fácil de ensinar

Quer ensinar seus alunos a realizarem penetrações sucessivas (que dão origem ao engajamento)?

É fácil, coloque-os pra jogar com uma regra trazida do rugby Continuar lendo “Penetrações sucessivas no Handebol: um jeito fácil de ensinar”

Gostar de Handebol – Primeiro Objetivo Didático

Por onde começar a ensinar handebol? Como transformá-lo num esporte interessante e que faça com que as crianças se apaixonem por ele?

Não se trata exatamente de achar um método especial, mas sim de se escolher uma forma especial de ensinar um conteúdo relevante.

O que faz o handebol especial? O que o difere de outros esportes? Talvez esteja aí o elemento essencial para se traçar um primeiro objetivo didático. Continuar lendo “Gostar de Handebol – Primeiro Objetivo Didático”

Jogos Pedagógicos – Ensinando a Saltar a Arremessar no Handebol

Quantas vezes não temos que solicitar ao nosso aluno: “Salte para arremessar!” depois de uma finalização realizada por ele sem a utilização destas habilidades?

Uma estratégia muito utilizada para ensinar o aluno a salta e arremessar é pedir para que, simplesmente, façam isso, um de cada vez, com todos os outros amigos aguardando sua vez para fazer, por meio de correções do professor sobre o procedimento adotado pelo aluno.

Isto ensina? Sim, claro! Porém, também expõe o aluno que não consegue e este é o primeiro passo para a desistência do aluno. Portanto, devemos ter sensibilidade pedagógica quando tratamos do assunto.

Logo, uma forma adequada para isso seria ensinar o aluno a saltar e arremessar sem precisar de grandes intervenções, ou seja, criando atividades nas quais ele faça isso pela própria solicitação da atividade.

Para isso, apresento um jogo, que se faz jogante com relação a esta regra, de forma que o jogador seja impelido a tentar saltar e arremessar para ter êxito: Trata-se do Dodgebol com uma rede de voleibol.

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Mais Lições com o Rugby Brasileiro!

Acompenhei hoje (19/11/2011), a final do Super 10, competição com as 10 melhores equipes brasileiras de rugby.

Não se tratou apenas de uma transmissão ao vivo da modalidade. Na realidade, a proposta foi fazer a melhor cobertura possível de um esporte não trivial dentro da cultura nacional, de forma que o público, ao assistir à partida aprendesse mais sobre a modalidade, conhecesse detalhes de suas regras (que não são simples, alías, muito mais interpretativas que as regras do handebol, pelo que percebi), entendesse a relação entre atletas e arbitragem. Em fim, a proposta foi cativa o público para a modalidade, e acredito que isso foi atingido. Continuar lendo “Mais Lições com o Rugby Brasileiro!”