O handebol é jogo de “fominha”

*Antes de continuar a leitura, confira aqui a definição de fominha (termo brasileiro), no contexto do esporte coletivo.

Geralmente, entendemos que para garantir a participação de todos durante um jogo de handebol, o uso do passe é fundamental, pois assim todos pegam na bola e participam efetivamente do jogo. Frente a esta concepção é normal que o jogador fominha fique cansado de ouvir: “passa a bola!”.

Existem algumas caraterística do handebol reguladas por suas regras, que podem colocar em xeque este conceito.  Continuar lendo “O handebol é jogo de “fominha””

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Curso de Handebol em Campinas – GRATUITO

A parceria entre o site Pedagogia do Handebol e Associação Campineira de Handebol promoverá na próxima terça-feira, 20/10, um Curso de Handebol grátis tendo como palestrante o Prof. Lucas Leonardo. Data: 20/10/2015 Horário: 15h30 às 18h30 Inscrições: No local, 30 minutos antes do curso. Certificado de Participação: Emissão de certificado com carga horária para todos os presentes. Local: Ginásio de Esportes Rogê Ferreira (saiba como … Continuar lendo Curso de Handebol em Campinas – GRATUITO

Pra que serve a linha tracejada no Handebol?

euLucas Leonardo é o coordenador do site http://www.pedagogiadohandebol.com.br e atua como consultor pedagógico de projetos esportivos em clubes, associações e prefeituras.

É bastante comum que seja feita a associação da “linha pontilhada” (que na realidade é tracejada) com o handebol, afinal, esta é uma das marcações que diferenciam a quadra de handebol da de futsal (existem outras particularidades da quadra de handebol como a ausência do círculo central e das linhas do escanteio, a existência das linhas de sete metros e a de quatro metros que é específica para os goleiros e também uma linha que delimita a área de substituição específica).

Muito bem, mas pra que serve esta linha em termos de regra e como compreendê-la em termos pedagógicos?

De acordo com a regra 1:5 Continuar lendo “Pra que serve a linha tracejada no Handebol?”

O handebol brasileiro precisa reconhecer seus ídolos

Para existir handebol de base, precisamos de algo fundamental: crianças querendo aprender handebol. Nunca haverá renovação sem isso.

Todo o resto: professores, competições, árbitros, clubes e associações do handebol só existirão se houver quem queira jogar handebol. Mas, o que é o tal do handebol?

Continuar lendo “O handebol brasileiro precisa reconhecer seus ídolos”

Penetrações sucessivas no Handebol: um jeito fácil de ensinar

Quer ensinar seus alunos a realizarem penetrações sucessivas (que dão origem ao engajamento)?

É fácil, coloque-os pra jogar com uma regra trazida do rugby Continuar lendo “Penetrações sucessivas no Handebol: um jeito fácil de ensinar”

Gostar de Handebol – Primeiro Objetivo Didático

Por onde começar a ensinar handebol? Como transformá-lo num esporte interessante e que faça com que as crianças se apaixonem por ele?

Não se trata exatamente de achar um método especial, mas sim de se escolher uma forma especial de ensinar um conteúdo relevante.

O que faz o handebol especial? O que o difere de outros esportes? Talvez esteja aí o elemento essencial para se traçar um primeiro objetivo didático. Continuar lendo “Gostar de Handebol – Primeiro Objetivo Didático”

Jogos Pedagógicos – Ensinando a Saltar a Arremessar no Handebol

Quantas vezes não temos que solicitar ao nosso aluno: “Salte para arremessar!” depois de uma finalização realizada por ele sem a utilização destas habilidades?

Uma estratégia muito utilizada para ensinar o aluno a salta e arremessar é pedir para que, simplesmente, façam isso, um de cada vez, com todos os outros amigos aguardando sua vez para fazer, por meio de correções do professor sobre o procedimento adotado pelo aluno.

Isto ensina? Sim, claro! Porém, também expõe o aluno que não consegue e este é o primeiro passo para a desistência do aluno. Portanto, devemos ter sensibilidade pedagógica quando tratamos do assunto.

Logo, uma forma adequada para isso seria ensinar o aluno a saltar e arremessar sem precisar de grandes intervenções, ou seja, criando atividades nas quais ele faça isso pela própria solicitação da atividade.

Para isso, apresento um jogo, que se faz jogante com relação a esta regra, de forma que o jogador seja impelido a tentar saltar e arremessar para ter êxito: Trata-se do Dodgebol com uma rede de voleibol. Continuar lendo “Jogos Pedagógicos – Ensinando a Saltar a Arremessar no Handebol”

Mais Lições com o Rugby Brasileiro!

Acompenhei hoje (19/11/2011), a final do Super 10, competição com as 10 melhores equipes brasileiras de rugby.

Não se tratou apenas de uma transmissão ao vivo da modalidade. Na realidade, a proposta foi fazer a melhor cobertura possível de um esporte não trivial dentro da cultura nacional, de forma que o público, ao assistir à partida aprendesse mais sobre a modalidade, conhecesse detalhes de suas regras (que não são simples, alías, muito mais interpretativas que as regras do handebol, pelo que percebi), entendesse a relação entre atletas e arbitragem. Em fim, a proposta foi cativa o público para a modalidade, e acredito que isso foi atingido. Continuar lendo “Mais Lições com o Rugby Brasileiro!”

Sensibilização ao conceito tático da finta e ocupação de espaços vazios para a iniciação do Handebol (até 12 anos) – 1

Visando dar continuidade ao artigo anterior, em que foi tratado o conceito da finta-tática tendo como base o reconhecimento dos espaços vazios defensivos, segue agora um exemplo de atividade que deve ser aplicada até os 12 anos de idade (mas que pode ser aplicada também em idades maiores) que pode estimular a aprendizagem simultânea dos meios táticos individuais ocupação de espaços vazios e finta, tão importantes para a iniciação ao handebol.

Mamãe da Rua com 3 pegadores e facilitação da observação dos espaços vazios:

Acredito que todos conheçam a brincadeira conhecida como mamãe da rua, dono da rua e que ainda pode ser conhecido por outros nomes.

Esta brincadeira popular pode ser levada ao ambiente de aprendizagem do handebol, principalmente quando se tem o objetivo e ensinar a ocupação dos espaços vazios e a possibilidade de execução da finta-tática.

Através de pequenas adaptações deste jogo, é possível potencializar a aprendizagem desses aspectos do jogo.

Abaixo, breve descrição da atividade:

Objetivo do Jogo:

Os pedestres (fugitivos) deverão atravessar uma região (rua) que é protegida por um ou mais jogadores (os pegadores ou donos da rua), saindo de um lado (calçada) para o outro lado da rua (outra calçada), lugares em que os pedestres estão salvos.

Regras Básicas:

Todos os pedestres devem receber dois barbantes ou coletes que devem ser presos  lateralmente em seus shorts e bermudas, assemelhando-se a dois rabinhos que são utilizados em brincadeiras como o pega-rabo.

O dono da rua deverá tentar retirar um dos barbantes ou coletes dos pedestres. Caso consiga, ele deixa a rua e vira pedestre, e o pedestre vira dono da rua, entregando seu outro barbante a quem ao então pegador.

Todos devem tentar atravessar a rua ao mesmo tempo, ao sinal do professor, não valendo retornar para a calçada em que estavam.

Considerações pedagógicas: Continuar lendo “Sensibilização ao conceito tático da finta e ocupação de espaços vazios para a iniciação do Handebol (até 12 anos) – 1”

Ensinando a progressão sem bola e ocupação dos espaços vazios

Neste texto darei alguns exemplos de atividades voltadas para a iniciação à modalidade, em uma sessão de treino/aula.

Sabemos que dependendo da idade essas atividades devem ser mais ou menos voltadas para o lúdico, com mais brincadeiras do que exercícios fechados.

O importante nas atividades são os objetivos que devem estar voltados ao aprendizado de aspectos da lógica do handebol, como as infiltrações, a procura pelos “espaços vazios”, a procura individual e coletiva pela conquista do objetivo do jogo (gol), com a intenção de introduzir o jogo mais complexo, com mais jogadores.

Em um primeiro momento da aula, podemos utilizar de brincadeiras para o aquecimento e que tenha ações e lógica semelhantes para a introdução do assunto programado para o dia.

Abaixo segue uma aula aplicada para ensinar aos alunos de 8 a 10 anos (pode ser aplicado a turmas de 12 e 13 anos desde que sejam iniciantes) a receber a bola em progressão, visualizar os “espaços vazios”, a infiltração e a finalização ao gol.

Atividade 1: Travessia do Rio Continuar lendo “Ensinando a progressão sem bola e ocupação dos espaços vazios”