Por que ‘Pedagogia’ do Handebol?

Por Riller Reverdito

Universidade Adventista de São Paulo Campus Hortolândia/IASP

Faculdade Adventista de Educação Física

Olá amigos e prezados visitantes desse espaço, é com imensa satisfação que os saúdo. O tema a ser abordado nas próximas linhas vai de encontro ao que esse site se propõe a abordar enquanto tema norteador: a pedagogia do handebol.

A inquietação em relação a esse tema já me acompanha há certo tempo. Surgiu entre os meus alunos do Curso de Educação Física. No início do ano recebemos os alunos e os temas de TCC (Trabalhos de Conclusão de Curso) correspondente as nossas linhas de pesquisa. Dentre as linhas me situo nos estudos em Educação Física escolar e Pedagogia do Esporte, nos quais são abordados assuntos na ordem da prática educativa, como: planejamento, conteúdos, metodologias, currículo, processo de ensino e aprendizagem, avaliação, dentre outros.

Nos estudos que tratam especificamente do processo de ensino e aprendizagem no esporte, ou seja, Pedagogia do Esporte, a primeira pergunta que faço aos alunos na entrevista, já que o trabalho se propõe a estudar a prática educativa: o que é pedagogia? Continuar lendo “Por que ‘Pedagogia’ do Handebol?”

Dedo de Prosa!

Por Riller Reverdito

Universidade Adventista de São Paulo Campus Hortolândia/IASP

Faculdade Adventista de Educação Física

Prezados amigos, parceiros de luta no handebol, que bom voltar a esse espaço. Que bom chegar à mesa para um ‘dedo’ de boa prosa. Como amantes do jogo de handebol, o assunto posto a mesa não poderia ser outro: o handebol!

Quando aludo à palavra prosa, me adentro ao sentido de falar na forma alheia as agarras coloquial. Alheia aos bancos de títulos acadêmicos de quem fala ou escuta. Alheia ao tempo. Até porque, em boas rodas de conversa, a hora passa que nem percebemos.

Recordo-me de boas rodas de conversa em final de tarde. Conversas de adolescentes ou de pessoas mais vividas são verdadeiros jogos de argumentações. De ‘disse que me disse’. De ‘acho que é’. De conversas simples.

E, dessa forma, queria ‘prosear’ um pouco. Mas para isso, preciso ter os amigos? Opa!!!.. os amigos já tenho.

A prosa, ou melhor, o ato da prosear, só é bom onde existe duas ou mais pessoas reunidas. Agora, só falta o assunto ou fatos, capazes de alimentar a peleja (de vários ‘acho que é…’) da prosa. Por isso, vou me concentrar em incitar alguns (espero que bons) motivos.

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Um Exemplo de Aula com Jogos DE e PARA Goleiros

Artigo gentilmente cedido por Patrícia Sheppa – Atleta de Handebol pela Associação Campineira de Handebol, Monitora do Projeto “Gol-de-Mão” e Estudante de Educação Física pela Metrocamp.

O goleiro sempre foi visto como grande importância no time: “peça essencial” e “metade do time”, é o responsável por orientar sua equipe, lançar bolas, ligar contra-ataques; contando, ainda com suas caractericas físicas,como flexibilidade, altura, envergadura, reação, coordenação motora e por fim a sua CORAGEM.

O problema é que muitas vezes os goleiros são deixados de lado pelo treinador. Não tendo o reconhecimento e atenção devido. Até mesmo em jogos de rua o goleiro na maioria das vezes é aquele que não “joga bem”, tornando, assim, o goleiro como uma função não tão importante, quanto aquelas que podem fazer o gol (será mesmo que o goleiro não pode fazer gol?).

O meu objetivo com esse artigo é conscientizar e ajudá-los com os treinos DE e PARA goleiros, conforme os textos escritos pelo professor Lucas (Iniciação ao Goleiro de Handebol – Jogando como Goleiros na Iniciação ao Handebol; Iniciação ao Goleiro de Handebol – Entre o Geral e o Específico; Iniciação ao Goleiro de Handebol – Jogos DE Goleiro e Jogos PARA Goleiro), os quais são extremamente importantes para uma equipe no seu todo, já que o goleiro é um dos mais completos jogadores. Aliás, um goleiro  pode atuar como armador central, sabia disso? Pois é! Ele pode jogar livremente como qualquer jogador, e ainda sim é o único que pode jogar no gol.

O melhor de tudo é que podemos estimular o aprendizado dessas várias funções que o goleiro pode exercer com simples jogos que despertem essas características.

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Tudo a Ver com Handebol

Por Riller Reverdito

Universidade Adventista de São Paulo Campus Hortolândia/IASP

Faculdade Adventista de Educação Física

O brasileiro é reconhecido no mundo inteiro por diversas coisas, dentre as quais, pela sua ginga, pelo seu jeito moleque risonho e ‘menino maluquinho’ de ser criativo, como na obra do mineiro Ziraldo. Pela ginga poética de Carlos Drumond de Andrade. Na ginga crítica e irônica de Ariano Suassuna. Nas curvas livres de Oscar Niemeyer, em que, até mesmo o vento se esquiva. No andar da garota de Ipanema de Antonio Jobim e Vinícius de Moraes, cheio de balanço. Na Capoeira Angola, de ginga maliciosa do mestre Pastinha.

Mas, afinal, o que tem a ver o ensino do handebol com Ziraldo, Drumond de Andrade, Suassuna, Niemeayer, Antonio Jobim, Vinícius de Moraes e a capoeira maliciosa do Mestre Pastinha? Tudo! O jeito brasileiro de gingar. E não vejo o ensino do handebol diferente do jeito brasileiro de ser.

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A Utilização da Acupuntura na Preparação de uma Equipe de Handebol

Artigo gentilmente cedido por Anderson Ranieri Massahud

Artigo também disponível em: handebolbrasil.net

O crescimento do handebol nos últimos anos é notório. Na mesma proporção e na mesma evolução são as exigências que a preparação de um atleta necessita. Hoje as exigências do esporte vão muito além da simples repetição e aprendizado do gesto motor. Verificamos muitas partidas de handebol e até mesmo campeonatos serem decididos em diferença mínima de gol. Então qualquer fator passa ser de fundamental importância no sucesso ou não de uma equipe. No esporte profissional é fundamental buscar a excelência. Não se pode permitir a ocorrência de males que retardam ou interrompem a vida profissional de um atleta. Com o avanço da ciência dos esportes, novos estudos estão surgindo.

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Em Defesa de uma Abordagem Metodológica Multidimensional para o Ensino do Handebol*

Por Riller Reverdito

Universidade Adventista de São Paulo Campus Hortolândia/IASP

Faculdade Adventista de Educação Física

Ensinar não é simples, como muito bem nos apresenta Paulo Freire em sua obra “Pedagogia da Autonomia”. E não sendo simples, digo, desde já, que vou me propor a um grande desafio. Então me perdoe a aqueles que buscam respostas prontas, pois, talvez, irão encontrar mais motivos para continuarem estudando.

Nos textos anteriores me dediquei a apresentar os problemas que cercavam o handebol, especificamente dentro das escolas desde ao que defendo enquanto uma pedagogia para o handebol.

Agora, falando de uma pedagogia para o handebol devo, sobretudo, estar falando da prática educativa concreta que se realiza. Sendo assim, nesse texto vou me dedicar a um dos elementos que compõem a prática educativa: como ensinar?

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HANDEBOL NA VEIA – Ping, Pong, a formação dos jogadores e o handebol brasileiro na terra do Mao

Por Jorge Dofman Knijnik

Professor da School of Education, University of Western Sydney (NSW, Australia)

Ping e Pong são dois descendentes de chineses que adoram jogar handebol. Isto mesmo, eles jogam handebol e diversos jogos com bola, pelas ruas e parques das cidades brasileiras as quais tão bem receberam seus avôs quando imigraram da China, há muitos anos… Como gostam muito de handebol, e também do Brasil, Ping e Pong torceram muito por nossas seleções em sua recente estada na terra que já foi governada por Mao Tse Tung. Até no jogo dos rapazes contra o time da casa, eles balançaram: Ping, que é mais novo, torceu pelo Brasil, e Pong se uniu ao seu pai, torcendo pelo time de seus antepassados.

Entretanto, o que os dois garotos não entenderam bem foram as campanhas das equipes brasileiras: afinal, foram boas ou ruins? Melhoramos ou não? Perdemos de pouco, ganhamos jogos importantes, mas qual o significado disto? Como todo garoto de sua idade, aficionados por esporte, mas também por internet, eles vasculharam a rede atrás de explicações ou comentários, ou análises dos Jogos, e da participação das equipes brasileiras neles. Como não encontraram nada, resolveram perguntar para o seu professor, também ele um amante do handebol.

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O Handebol Precisa Pular os Muros da Escola

Colaboração de Prof. Dr. Riller Silva Reverdito

Docente da Faculdade de Ciências da Saúde, curso de Educação Física, da Universidade do Estado de Mato Grosso (FACIS/UNEMAT).

Não é de hoje que escuto que o handebol é uma das modalidades mais práticas nas escolas. Confesso que por muito tempo estive convencido disso. E ainda hoje estou convencido que o handebol é uma das modalidades mais práticas nas escolas do Brasil.

Contudo, talvez de tanto me disserem isso, deixei de estar convencido para tentar desvendar um enigma: por que não encontro crianças jogando handebol nas ruas, praças, parques ou nos campinhos de terra batida construídos nos terrenos baldios dos grandes centros urbanos, sendo o handebol uma das modalidades mais práticas na escola?

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Em tempos de reflexões olímpicas

Artigo gentilmente cedido pelo Prof. Dr. Alcides Scaglia

Artigo também disponível em: www.cidadedofutebol.com.br

O espaço científico é um local impróprio para os saudosistas do passado e para os desatentos à realidade presente e à sua evolução”. Jorge Olímpio Bento

Neste período de balanço sobre o esporte olímpico brasileiro, quero ampliar a discussão retórica e por meio desta crônica pedagógica buscar conectar pessoas que pensam o esporte de maneira diferenciada, ou seja, que o olham por outro prisma.

É tempo de entender o esporte, e conseqüentemente o futebol, inserido no emergente paradigma da complexidade, o qual respalda as novas tendências em pedagogia do esporte.

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Entre o que aprendemos a ensinar e o que aprendemos a jogar jogando

Por Riller Reverdito

Universidade Adventista de São Paulo Campus Hortolândia/IASP

Faculdade Adventista de Educação Física

Antes de falar sobre o ensinar, devo, sobretudo, começar falando sobre o objeto de ensino. Por isso, começo falando do jogo de handebol.

Contudo, ao falar do jogo, me deparo com Merleau-Ponty, em O Visível e o Invisível, me dizendo que, assim como uma criança, somos capazes de compreender muito além do que poderíamos dizer ou definir. Ou seja, nem tudo que gostaríamos de explicar, conseguimos fazer em sua totalidade, pelo fato de nossa capacidade de explicação ser insuficiente. Mesmo porque, a experiência precede a toda explicação, que se reinventa a partir de uma nova experiência. Continuar lendo “Entre o que aprendemos a ensinar e o que aprendemos a jogar jogando”