A regra do sétimo jogador de quadra e as competições de handebol para crianças e jovens: reflexões

Os jogos olímpicos Rio 2016 foram palco para a implementação de novas regras para o handebol, todas elas aplicadas ao me ver com êxito do ponto de vista regulamentar. Porém, de imediato, uma situação ficou evidente: como serão estas aplicações nas competições de crianças e jovens?

Até os 14 anos de idade, muitas competições optam pela utilização de regulamentos adaptados ou regulamentos técnico-pedagógicos e, destacam-se quase sempre, adaptações funcionais ajustadas aos sistemas defensivos do jogo.

É comum observar, por exemplo, a obrigatoriedade de serem realizadas defesas individuais em parte do tempo de jogo. Ao nos remetermos aos porquês desta adaptação, geralmente entende-se que a utilização de sistemas defensivos individuais possibilitam entre outras implicações a simplificação dos papéis defensivos por meio da relação mais objetiva de um defensor contra um atacante.

Pois bem, e no caso de ser utilizada nestas competições a mudança de regra do goleiro-linha que possibilita a troca do goleiro por um jogador de quadra de forma que a equipe atacante numa relação de sete contra seis, como ficará o pressuposto básico da utilização da defesa individual que é simplificação defensiva por meio da relação atleta-atleta?

Ligas e federações, no anseio de serem pioneiras, podem estar inserindo esta mudança em suas competições sem refletir sobre este fato e grandes problemas de ordem de normatização das condutas, punições e aplicações de regulamento em seus campeonatos são possíveis de ocorrer.

Cabe, portanto, abrir discussão sobre estas mudanças antes de serem aplicadas sobre regulamentos ajustados às competições de crianças e jovens.

Minha opinião? Se o regulamento prevê obrigação de marcação individual é mais prudente a não aplicação desta regra até os 12 ou 14 anos.

E a sua opinião, qual é?

11 comentários sobre “A regra do sétimo jogador de quadra e as competições de handebol para crianças e jovens: reflexões

  1. Concordo com seu pensamento, ou talvez possa ser repensado, tipo quando a marcação for individual só poder chutar a gol em sua quadra de ataque, mas fica para estratégia do professor, pois sempre terá um atacante amais, contudo se tiver uma equipe com controle de passe e recepção, vale apena tentar um ataque com maioria.

  2. Penso que colocar estas regras já em atletas que ainda estão em formação , numa primeira fase com pouco foco na componente tática irá ser potencialmente confusa na aprendizagem dos meios básicos de jogar andebol. Mas podemos já ir colocando os mesmos numa aprendizagem de jogar em inferioridade numérica. Eu nos meus treinos e numa componente de aprendizagem de incentivo á tomada de decisão de um atleta uso o treino de 3×2 4×3 e assim por diante , dando já um certo treino de inferioridade e superioridade numérica

  3. Se o esporte for passado como adolescente que participarão de competições, tem que aplicar a regra em todas as categorias, para estar aptos a o jogo propriamente dito!

  4. Tenho uma dúvida: nestas mesmas competições que exigem, por um período, a defesa individual, como fazem quando um atleta recebe a punição dos 2 min de exclusão?

    1. Carlos, isso varia de competição para competição. Algumas orientam a possibilidade de se defender com defesas zonais 5:0 por exemplo. Outras só permitem defesas zonais se for mantida duas linhas, 4:1 por exemplo. Tem competições de obrigam permanecer indivídual.
      Na Federação Paulista todas essas variantes foram testadas nos últimos 8 anos e ocorreram tantos problemas que retiraram a obrigatoriedade do uso do individual em 2017.

  5. Realmente no nível avançado acho possível e foi utilizado de maneira viável a questão da superioridade numérica.
    Todos os jogos com um nível avançado treinam esse viés, tendo em vista em algum momento por uma punição ou infração a regra ficar inferiorizado em número de atletas, seja no futsal, handebol, futebol
    No handebol com jogos adaptado deve-se pensar na possibilidade e quando possível implementar deve ser feito, mas com um critério bem apurado.

  6. é muito importante não pular etapas!
    nesta fase onde começam a assimilar conceitos de defesa e a desenvolver a disciplina tática o 7º jogador só iria causa confusão

    1. Jogos escolares na categoria mirim existe a obrigatóriedade da marcação individual em pelo menos dois tempos do jogo, para mim se um tormento, pois, sofriamos muito com esse tipo de defesa, mas cabem ao professor trabalhar esse tipo de defesa da melhor maneira possível para que os alunos tenha um bom aprendizado.

  7. MINHA OPINIÃO:
    parece-me que fazer com que crianças menores de idade que você menciona além de fazer uma defesa especial ou que o goleiro saia ou não deva ser capaz de realizar, desde que os atletas tenham conhecimento prévio dos princípios pedagógicos de ATAQUE E DEFESA …. Caso contrário, se eles não souberem quais ações tomar quando atacarem, eles não saberão como se defender … eles ficarão confusos

  8. Temos que respeitar as fases e evoluções das crianças e jovens e uma mudança tão complexa assim, no meu ponto de vista tem que esperar um pouco mais para ser aplicada.

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