A regra do sétimo jogador de quadra e as competições de handebol para crianças e jovens: reflexões

Os jogos olímpicos foram palco para a implementação de novas regras para o handebol, todas elas aplicadas, ao me ver com êxito do ponto de vista regulamentar. Porém, de imediato, uma situação ficou evidente: como serão estas aplicações nas competições de crianças e jovens?

Sobretudo até os 14 anos de idade, muitas competições optam pela utilização de regulamentos adaptados ou regulamentos técnico-pedagógicos e, destacam-se quase sempre, adaptações funcionais ajustadas aos sistemas defensivos do jogo.

É comum observar, por exemplo, a obrigatoriedade de serem realizadas defesas individuais em parte do tempo de jogo. Ao nos remetermos aos porquês desta adaptação, geralmente entende-se que a utilização de sistemas defensivos individuais possibilitam entre outras implicações a simplificação dos papéis defensivos por meio da relação mais objetiva de um defensor contra um atacante.

Pois bem, e no caso de ser utilizada nestas competições a mudança de regra do goleiro-linha que possibilita a troca do goleiro por um jogador de quadra de forma que a equipe atacante numa relação de sete contra seis, como ficará o pressuposto básico da utilização da defesa individual que é simplificação defensiva por meio da relação atleta-atleta?

Ligas e federações, no anseio de serem pioneiras, podem estar inserindo esta mudança em suas competições sem refletir sobre este fato e grandes problemas de ordem de normatização das condutas, punições e aplicações de regulamento em seus campeonatos são possíveis de ocorrer.

Cabe, portanto, abrir discussão sobre estas mudanças antes de serem aplicadas sobre regulamentos ajustados às competições de crianças e jovens.

Minha opinião? Se o regulamento prevê obrigação de marcação individual é mais prudente a não aplicação desta regra até os 12 ou 14 anos.

E a sua opinião, qual é?

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2 comentários sobre “A regra do sétimo jogador de quadra e as competições de handebol para crianças e jovens: reflexões

  1. Concordo com seu pensamento, ou talvez possa ser repensado, tipo quando a marcação for individual só poder chutar a gol em sua quadra de ataque, mas fica para estratégia do professor, pois sempre terá um atacante amais, contudo se tiver uma equipe com controle de passe e recepção, vale apena tentar um ataque com maioria.

  2. Penso que colocar estas regras já em atletas que ainda estão em formação , numa primeira fase com pouco foco na componente tática irá ser potencialmente confusa na aprendizagem dos meios básicos de jogar andebol. Mas podemos já ir colocando os mesmos numa aprendizagem de jogar em inferioridade numérica. Eu nos meus treinos e numa componente de aprendizagem de incentivo á tomada de decisão de um atleta uso o treino de 3×2 4×3 e assim por diante , dando já um certo treino de inferioridade e superioridade numérica

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