Festivais de Handebol I – Proposta de Organização de Festivais

Inauguro com esse artigo uma série de discussões que estarei fazendo acerca do tema : “FESTIVAIS DE HANDEBOL”, focando os casos de eventos organizados para crianças com menos de 12 anos de idade (categorias menores que a mirim).

É praticamente consenso entre os professores da escolinhas dessas categorias que a competição formal deve ser colocada num segundo plano, devendo-se enfatizar a participação de todos como a principal preocupação desses festivais.

No entanto, muitas vezes há uma certa falta de informação sobre o significado desse “participar” proposto nesses festivais, criando um encontro de equipes que entram em quadra e disputam um torneio com tempo reduzido, em sistema mata-mata (ou mesmo em outros formatos de organização) enfatizando a forma jogada formal do jogo.

Ou seja, torna-se um campeonato de handebol com estrutura formal, com goleiros já definidos como goleiros, e até com algumas equipes já ensaiando algo semelhante a um engajamento, mas que fica apenas na semelhança organizacional, na maioria das vezes, uma vez que não há uma tática coletiva organizada.

E para que a participação de todos seja caracterizada, ao fim do longo dia de competições, cada um dos participantes ganha uma medalha, como se essas crianças não fossem capazes de compreender quem foi o verdadeiro campeão da competição, uma vez que mesmo que não haja tabelas fixadas, geralmente as proprias crianças acabam fazendo a contagem dos pontos, vitórias e derrotas.

Verifica-se, portanto, problemas entre discurso e prática, tais como:

  • Será que numa estrutura formal de jogo todos realmente tem chances reais de participação?;
  • A estrutura formal acaba propiciando a formatação de equipes de acordo com o padrão do alto-rendimento, fazendo pequeno goleiros iniciarem prematuramente uma especialização neste posto-específico e outras situações de especialização precoce;
  • Acelerar o tempo das atividades atrapalha a possibilidade de que todos participem o suficiente desses eventos, fazendo do tempo fora de quadra, entre as partidas disputadas tornar o evento muito chato, pois geralmente se joga menos tempo contínuo do que se espera fora da quadra.

Dessa forma, os eventos e festivais da iniciação devem ser repensados, propiciando formas mais motivantes de participação.

Uma boa possibilidade poderia ser feita através do agrupamento de escolas interessadas sediarem ao longo de um ano vários pequenos festivais inter-escolinhas, dando para cada festival uma formatação diferente.

Por exemplo, imaginando que 4 escolas sejam as participanets no festivais, pode-se criar um cronograma de festivais da segui te forma:

  • Festival de Jogos Coletivos Populares;
  • Festival de Jogos Adaptados;
  • Festival de Jogos para Goleiros;
  • Fesival de Mini Handebol.

Verifica-se, dessa forma, festivais com diferenes enfoques, mas que visem trabalhar em todos atividades de jogo de bolas com as mãos, criando assim uma identidade das crianças que jogam essas atividades com a modalidade, motivando, inclusive, novas práticas.

Esses jogos podem ser realizado em espaços delimitados da quadra, como por exemplo, dividindo a quadra em 4 espaços menores, possibilitando múltiplos comfrontos ao mesmo tempo, e entre diferentes equipes também.

Havendo 4 escolas, cada grupo pode ser dividido em 2 metades, jogando cada uma das metades em 2 quadrinhas, contra adversário diferentes, por exemplo:

  • Equipe A – dividida em A1 e A2
  • Equipe B – B1 e B2
  • Equipe C – C1 e C2
  • Equipe D – D1 e D2

Assim, poderiamos a seguinte distribuição das equipes nas quadras:

  • Q1: A1 X B1
  • Q2: C1 X D1
  • Q3: A2 X C2
  • Q4: B2 X D2

Garantida a participação de todas as crianças, pode ser proposto partidas de 8 minutos por exemplo, rodando as equipes entre si para aquela determinada atividade, possibilitando que todas as equipes joguem contra todas, exceto as equipes de uma mesma escola.

Assim, para um só jogo, será garantido 50 minutos de participação ininterrupta, sem que as crianças esperem sentadas por muito tempo, garantindo o acesso ao jogo – e portanto, garantindo que os alunos vivênciem situações problemas ambientadas, colaborando na sua aprendizagem.

A transição entre atividades poder ser promovida através de pausas estratégicas, para beber água, explicação e organização das novas atividades.

As atividades podem ser mediadas pelos próprios professores de cada escolinha, um em cada quadra, através de um caráter não punitivo, mas que auxilie as crianças para o bom andamento da atividade.

O objetivo geral do dia de atividades será somar o máximo de pontos que as atividades objetivam: por exemplo, em jogo cujo objetivo seja derrubar um cone, soma-se quantas vezes cada equipe conseguiu fazê-lo; em jogos com objetivos de um determinado número de passes, soma-se quantas vezes essa meta foi atingida.

Ao final do dia, somando-se todos os pontos obtidos pelas equipes, isso será o placar final de cada um dos dias e festival.

Os pontos vão sendo somados ao longo de todos os festivais, até que no último será, finalmente, conhecida a escola vencedora do circuito de festivais.

Inauguro com esse artigo uma série de discussões que estarei fazendo acerca do tema: “FESTIVAIS DE HANDEBOL”, focando os casos de eventos organizados para crianças menores que 12 anos de idade (categorias menores que a mirim).

É praticamente consenso entre os professores das escolinhas dessas categorias que a competição formal deve ser colocada num segundo plano, devendo-se enfatizar a participação de todos como a principal preocupação desses festivais.

No entanto, muitas vezes há certa falta de informação sobre o significado desse “participar” proposto nesses festivais, criando um encontro de equipes que entram em quadra e disputam um torneio com tempo reduzido, em sistema mata-mata (ou mesmo em outros formatos de organização) enfatizando uma organização formal do jogo.

Ou seja, torna-se um campeonato de handebol com estrutura formal, com goleiros já definidos como goleiros, e até com algumas equipes já ensaiando algo semelhante a um engajamento, mas que fica apenas na semelhança organizacional, na maioria das vezes, uma vez que não há uma tática coletiva organizada, devido ao próprio desenvolvimento infantil.

E para que a participação de todos seja caracterizada, ao fim do longo dia de competições, cada um dos participantes ganha uma medalha, como se essas crianças não fossem capazes de compreender quem foi o verdadeiro campeão da competição, uma vez que mesmo que não haja tabelas fixadas, geralmente as próprias crianças acabam fazendo a contagem dos pontos, vitórias e derrotas.

Verifica-se, portanto, problemas entre discurso e prática, tais como:

  • Será que numa estrutura formal de jogo todos realmente tem chances reais de participação?;
  • A estrutura formal acaba propiciando a formatação de equipes de acordo com o padrão do alto-rendimento, fazendo pequenos goleiros iniciarem prematuramente uma especialização neste posto-específico, além de outras situações de especialização precoce;
  • Acelerar o tempo das atividades atrapalha a possibilidade de que todos participem o suficiente desses eventos, fazendo do tempo fora de quadra muitas vezes maiores que o tempo de prática entre as partidas disputadas, e dessa forma geralmente joga-se menos tempo contínuo do que se espera fora da quadra.

Dessa forma, os eventos e festivais da iniciação devem ser repensados, propiciando formas mais motivantes e verdadeiramente cooperantes com o processo de ensino dos alunos dessa faixa etária.

Uma boa possibilidade poderia ser feita através do agrupamento de escolas interessadas sediarem ao longo de um ano vários pequenos festivais inter-escolinhas, dando para cada festival uma formatação diferente.

Por exemplo: imaginando que 4 escolas/escolinhas/clubes sejam participantes nos festivais, pode-se criar um cronograma de festivais da seguinte forma:

  • Festival de Jogos Coletivos Populares;
  • Festival de Jogos Adaptados;
  • Festival de Jogos para Goleiros;
  • Festival de Mini Handebol.

Verificam-se, dessa forma, a organização de festivais com diferentes enfoques, mas que visem trabalhar em todas as atividades “jogos de bolas com as mãos”, criando assim uma identidade das crianças que jogam essas atividades com o handebol, motivando, inclusive, novas práticas.

Esses jogos podem ser realizados em espaços delimitados da quadra, como por exemplo, dividindo a quadra em 4 espaços menores, possibilitando múltiplos confrontos ao mesmo tempo, e entre diferentes equipes também.

Figura 1. Quadra de Handebol dividida em 4 espaços menores

Havendo 4 escolas, cada grupo pode ser dividido em 2 metades, jogando cada uma das metades em 2 quadrinhas, contra adversário diferentes, por exemplo:

  • Equipe A – dividida em A1 e A2
  • Equipe B – B1 e B2
  • Equipe C – C1 e C2
  • Equipe D – D1 e D2

Assim, é possível a seguinte distribuição das equipes nas quadras:

  • Q1: A1 X B1
  • Q2: C1 X D1
  • Q3: A2 X C2
  • Q4: B2 X D2

Garantida a participação de todas as crianças, pode ser proposto partidas de 10 minutos, por exemplo, rodando as equipes naquela determinada atividade, possibilitando que todas as equipes joguem contra todas, exceto as equipes de uma mesma escola.

Assim, para um só jogo, serão garantidos 60 minutos de participação ininterrupta, sem que as crianças esperem sentadas por muito tempo.

A transição entre atividades poder ser promovida através de pausas estratégicas, para beber água, explicação das novas regras e contabilização dos pontos.

As atividades podem ser mediadas pelos próprios professores de cada escolinha, sendo o objetivo geral do dia de atividades somar o máximo de pontos que as atividades objetivam.

Por exemplo: em jogo cujo objetivo seja derrubar um cone, somam-se quantas vezes cada equipe conseguiu fazê-lo; em jogos com objetivos de um determinado número de passes, somam-se quantas vezes essa meta foi atingida. Ao final do dia, somando-se todos os pontos obtidos pelas equipes, isso será o placar final de cada um dos dias de festival.

Os pontos vão sendo somados ao longo de todos os festivais, até que no último será, finalmente, conhecida a escola/escolinha/clube vencedora do circuito de festivais.

A essa forma de organização denomino “Festival Pedagógico”, pois ele terá uma função colaborativa para o processo de ensino-aprendizagem.

Nos próximos artigos, tratarei individualmente de uma proposta de plano de ação para cada um dos temas centrais dos festivais: Festival de Jogos Coletivos Populares; Festival de Jogos Adaptados; Festival de Jogos para Goleiros; e Festival de Mini Handebol.

Artigos Relacionados:

  1. Festivais de Handebol II – Festival de Jogos Coletivos Populares
  2. Festivais de Handebol III – Festival de Jogos Adaptados
  3. Festivais de Handebol IV – Festival de Jogos para Goleiros
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2 comentários sobre “Festivais de Handebol I – Proposta de Organização de Festivais

  1. Eu acho que ao invés de separar a quadra em 4 partes, vocês deveriam colocar as distâncias e as informações necessarias entre ela

  2. Achei ótima a sugestão,pois, em um campeonato interescolar de jogos esportivos, fica uma senssação horrível de rivalidade entre as escolas.Penso q pode-se mesclar festival e campeonato.

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