Explorando Pedagogicamente as Regras do Handebol – As faltas e as Punições

Continuando as ponderações pedagógicas sobre as regras do jogo, estarei apresentando agora as regras que falam de Faltas e Condutas Anti-desportivas, além das punições disciplinares. Trata-se de um artigo mais extenso que os anteriores. Ao fim, farei as considerações pedagógicas a cerca dessas regras.

Quaisquer dúvidas podem ser sugestionadas ao fim do texto, na área para comentários.

Novamente saliento que todas as regras podem ser conferidas no site da CBHb, clicando aqui.

Regra VIII – Faltas e Conduta Anti-desportiva

8.1 É permitido

a ) usar braços e mãos para bloquear ou ganhar posse da bola;

b) usar uma mão aberta para tirar a bola do adversário de qualquer direção;

c) usar o corpo para obstruir um adversário, mesmo quando o adversário não está em posse da bola;

d) fazer contato corporal com um adversário, quando de frente à ele  e com os braços flexionados, e manter este contato de modo a controlar e acompanhar o adversário.

8.2 Não é permitido

a) arrancar ou bater na bola que está na mão do adversário;

b) bloquear ou empurrar o adversário com braços, mãos ou pernas;

c) deter ou segurar (corpo ou uniforme), empurrar, bater ou pular sobre um adversário;

d) colocar em perigo um adversário (com ou sem a bola).

8.3 Violações da regra 8.2 podem ocorrer na luta pela bola; no entanto, violações onde a ação é principalmente ou exclusivamente direcionada ao adversário e não à bola, serão punidas “progressivamente”. Isto significa que, além de um tiro livre ou tiro de 7 metros, também há a necessidade de uma punição pessoal, começando com uma advertência (16.1b), seguindo com um aumento para punições mais severas, tais como exclusões (16.3b) e desqualificações (16.6f).

Conduta anti-desportiva também será punida progrssivamente, segundo 16.1c, 16.3c e 16.6f

Contudo, os árbitros têm o direito de determinar quando uma violação em particular conduz a uma exclusão de 2 minutos imediata, mesmo se o jogador não possuía uma advertência prévia.

8.4 Expressões físicas e verbais que são incompatíveis com o  bom espírito desportivo dizem respeito à conduta anti-desportiva. (Para exemplos, ver Esclarecimento nº 5). Isto se aplica à ambos, jogadores e oficiais de equipe, dentro ou fora da quadra de jogo. A punição progressiva também se aplica em caso de conduta anti-desportiva (16.1c, 16.3c-d e 16.6 a).

8.5 Um jogador que coloca em perigo a saúde do adversário enquanto o ataca, deverá ser desqualificado (16.6b), particularmente se ele:

a) pelo lado ou por trás, ou golpeia ou puxa para trás o braço de arremesso do jogador que está em processo de arremesso ou passando a bola;

b)executar qualquer ação que resulte num golpe na cabeça ou pescoço do adversário;

c) bater deliberadamente no corpo do adversário com seu pé ou joelho ou de outro jeito qualquer; inclusive provocando tropeços;

d) empurrar o adversário que está correndo ou pulando, ou atacá-lo de tal maneira que o adversário perde controle do seu corpo; isto também se aplica quando o goleiro sai de sua área de gol em virtude de um contra-ataque dos adversários;

e) atingir um jogador de defesa na cabeça em um tiro livre arremessado diretamente à baliza, desde que o jogador de defesa não estava se movendo; ou do mesmo modo, atingir o goleiro na cabeça num tiro de 7 metros, desde que o goleiro não estava se movendo.

Mesmo uma falta com um impacto físico pequeno pode ser muito perigoso e ter conseqüências potencialmente muito perigosas, se o momento da falta acontece quando o adversário está indefeso ou pego inesperadamente. É o risco ao jogador e não a aparentemente menor natureza do contato corporal que deveria guiar e determinar a propriedade de uma desqualificação.

8.6 Conduta anti-desportiva grave feita por um jogador ou oficial de equipe dentro ou fora da quadra de jogo (para exemplos, ver Esclarecimento nº 6), deverá ser punida com desqualificação (16.6c).

8.7 Um jogador que é culpado de agressão durante o tempo de jogo deve ser expulso (16.9-11). A agressão fora do tempo de jogo (ver 16.13) conduz a uma desqualificação (16.6d; 16.14b). Um oficial de equipe que é culpado de agressão deve ser desqualificado (16.6e).

Agressão é, para os propósitos desta regra, definida como um ataque forte e deliberado contra o corpo de outra pessoa (jogador, árbitro, secretário/cronometrista, oficial de equipe, delegado, espectador, etc). Em outras palavras, não é somente uma ação reflexa ou o resultado de descuidados ou excessivos métodos. Cuspir em outra pessoa, de modo que ela seja atingida, é considerado especificamente uma agressão.

8.8 Violações das regras 8.2-7 conduzem à um tiro de 7 metros para os adversários (Regra 14.1), se  a violação está direta ou indiretamente relacionada com uma interrupção do jogo, que impediu uma clara chance de se marcar um gol para os adversários.

De outro modo, a violação conduz a um tiro livre para os adversários (ver Regras 13.1 a-b, mas ver também 13.2 e 13.3).

Regra XVI – As Punições

Advertência

16.1 Uma advertência pode ser dada por:

  • faltas e infrações similares contra um adversário (5.5 e 8.2), que não se encaixam na categoria de punições progressivas da Regra 8.3;

Uma advertência deve ser dada por:

  • faltas que são para ser punidas progressivamente (8.3);
  • conduta anti-desportiva de um jogador ou oficial de equipe (8.4; Esclarecimento nº 5.1-2).

A um único jogador, não deveria ser dado mais do que uma advertência, e à uma equipe não deveria ser dado mais do que 3 advertências; após isto, a punição deveria ser no mínimo uma exclusão de 2 minutos;À um jogador que já teve uma exclusão de 2 minutos, não deveria ser subseqüentemente dado uma advertência. Não mais do que uma advertência no total deveria ser dado para os oficiais de equipe.

16.2 Os árbitros devem indicar a advertência para o jogador faltoso ou oficial de equipe e para o secretário/cronometrista segurando ao alto um cartão amarelo. (Gesto manual nº 13)

Exclusão

16.3 Uma exclusão (2 minutos) deve ser dada:

a) por uma falta de substituição, se um jogador a mais entra na quadra, ou se um jogador ilegalmente interfere no jogo a partir da área de substituição (4.5-6);

b) por faltas repetidas do tipo que devem ser punidas progressivamente (ver 8.3; 16.1 Comentário);

c) por conduta anti-desportiva repetida de um jogador, dentro ou fora da quadra (ver 8.4; 16.1 Comentário);

d) por conduta anti-desportiva cometida por qualquer um dos oficiais de uma equipe, depois que um deles tenha recebido previamente uma advertência de acordo com 8.4 e 16.1c; ver Regra 16.1 Comentário;

e) por conduta anti-desportiva do tipo que é julgado certo como exclusão de 2 minutos em cada ocasião (8.4; Esclarecimento nº 5.3); ver também Regra 16.3 Comentário;

f) como conseqüência de uma desqualificação de um jogador ou oficial de equipe (16.8 2o parágrafo; ver, contudo, 16.14b);
Por conduta anti-desportiva de um jogador, antes do jogo ter sido reiniciado, depois que ele recém tenha recebido uma exclusão de 2 minutos (16.12a).

Está indicado em b), c) e d), que a exclusão naqueles casos é geralmente assinalada para casos de faltas repetidas ou conduta anti-desportiva. No entanto, os árbitros têm o direito de determinar que uma violação particular garante uma exclusão imediata, mesmo se o jogador não teve previamente uma advertência e a equipe ainda não teve um total de três advertências.

Similarmente, um oficial de equipe pode receber uma exclusão mesmo se os oficiais daquela equipe não receberam previamente uma advertência. Não é possível, no entanto, dar aos oficiais de equipe mais do que uma exclusão de 2 minutos no total.

Quando uma exclusão de 2 minutos é assinalada contra um oficial de equipe de acordo com 16.3d, ao oficial é permitido permanecer na área de substituição e continuar suas funções, contudo, o número de jogadores na quadra é reduzido por 2 minutos.

16.4 Depois de assinalar um time-out, o árbitro deve claramente indicar a exclusão para o jogador faltoso e para o secretário/cronometrista através do gesto manual prescrito, ou seja, um braço levantado com dois dedos estendidos (gesto manual nº 14).

16.5 Uma exclusão é sempre por um tempo de jogo de 2 minutos; a terceira exclusão para o mesmo jogador também sempre conduz a uma desqualificação (16.6f).
O jogador excluído não está autorizado a participar do jogo durante o seu tempo de exclusão, e a equipe não está autorizada a substituí-lo na quadra.

O período de exclusão começa quando o jogo é reiniciado por um apito.

Uma exclusão de 2 minutos é transferida para o segundo período de  jogo se ela não foi completada até o final do primeiro período de  jogo. O mesmo se aplica do tempo regulamentar para o período-extra e durante o período-extra. Uma exclusão de 2 minutos não expirada no final do período extra, significa que o jogador não está autorizado a participar no desempate subseqüente, tal como tiros de 7 metros de acordo com 2.2 Comentário.

Desqualificação

Uma desqualificação deve ser dada:

a) Por conduta anti-desportiva por um dos oficiais de equipe, depois que eles tenham previamente recebido ambos, uma advertência e uma exclusão de 2 minutos de acordo com 8.4, 16.1c e 16.3d;

b) por faltas que coloquem em perigo a saúde do adversário (8.5);

c) por conduta anti-desportiva grosseira de um jogador ou oficial de equipe, dentro ou fora da quadra (8.6; Esclarecimento nº 6), e no caso especial de significante ou repetida conduta anti-desportiva durante um desempate tal como tiros de 7 metros (2.2, Comentário e 16.13);

d) por uma agressão de um jogador antes do jogo ou durante um procedimento de desempate (2.2, Comentário, 8.7; 16.14b);

e) por uma agressão de um oficial de equipe (8.7);

f) por causa da terceira exclusão para o mesmo jogador (16.5);

Depois de assinalar um time out, os árbitros devem claramente indicar a desqualificação para o jogador faltoso ou oficial de equipe e para o secretário/cronometrista, segurando ao alto um cartão vermelho. (Gesto manual nº 13).

16.8 Uma desqualificação de um jogador ou oficial de equipe é sempre  para todo o restante do tempo de jogo. O jogador ou oficial deve sair da quadra e da área de substituição imediatamente. Depois de sair, o jogador ou oficial não está autorizado a ter nenhuma forma de contato com a equipe.

A desqualificação de um jogador ou oficial de equipe, dentro ou fora da quadra, durante o tempo de jogo, sempre acarreta uma exclusão de 2 minutos para a equipe. Isto significa que a equipe é reduzida na quadra por um jogador (16.3f). A redução na quadra, contudo, durará 4 minutos, se o jogador foi desqualificado nas circunstâncias indicadas na Regra 16.12b-d.

Uma desqualificação reduz o número de jogadores, ou oficiais, que estão disponíveis para a equipe (exceto como em 16.14b). A equipe pode, contudo, permitir o complemento do número de jogadores na quadra de novo, após a expiração da exclusão de 2 minutos.

Uma desqualificação se aplica, em princípio, somente  para o restante do jogo no qual ela foi assinalada. Ela é considerada como uma decisão dos árbitros com base nas suas observações dos fatos. Não deve haver maiores conseqüências desta desqualificação além do jogo, exceto no caso de desqualificação devido a uma agressão (16.6d-e), ou quando uma conduta anti-desportiva grosseira de um jogador ou oficial de equipe (16.6c) cai sob as categorias a), d) ou g) no Esclarecimento nº 6. Tais desqualificações devem ser explicadas no relatório de jogo (17.10).

Expulsão

16.9 Uma expulsão deve ser dada:

Quando um jogador é culpado de uma agressão (como definido na Regra 8.7) durante o tempo de jogo (ver 16.3, 1o parágrafo; e 2.66), dentro ou fora da quadra de jogo.

16.10 Depois de assinalar um time-out, os árbitros devem claramente indicar uma expulsão para o jogador faltoso e para o secretário/cronometrista, através do gesto manual prescrito, ou seja, o árbitro cruza seus braços  acima da sua cabeça (gesto  nº 15).

16.11 Uma expulsão é sempre para o total de tempo remanescente do jogo e a equipe deve continuar com um jogador a menos na quadra. Se um jogador que receber uma expulsão já estiver cumprindo (ou acabou de receber) uma exclusão de 2 minutos, ou tinha causado uma redução de 2 minutos na equipe segundo Regra 16.12, então, tal exclusão ou redução seria incorporada dentro da expulsão. Isto significa que a única redução remanescente será aquela causada pela expulsão.

O jogador expulso não pode ser substituído e deve sair de ambas, a quadra e a área de substituição imediatamente. Depois de sair, o jogador não tem permissão de ter qualquer forma de contato com a equipe.

Uma expulsão deve ser explanada pelos árbitros no relatório de jogo para as autoridades competentes (17.10).

Mais de Uma Violação na Mesma Situação

16.12 Se um jogador ou oficial de equipe é culpado de mais de uma violação simultaneamente ou seqüencialmente, antes que o jogo tenha sido reiniciado, e estas violações autorizam punições diferentes, então, em princípio, somente a mais severa dessas punições deve ser dada. Isto é sempre o caso quando uma das violações é uma agressão.

Há, contudo, as seguintes exceções específicas, onde em todos os casos a equipe deve jogar com número reduzido na quadra por 4 minutos:

a) se um jogador que acabou de receber uma exclusão de 2 minutos é culpado de conduta anti-desportiva antes de reiniciar o jogo, então ao jogador será dado uma exclusão de 2 minutos adicional (16.3g); “se a exclusão adicional é a terceira individual, então o jogador será desqualificado”;

b) se um jogador que acabou de receber uma desqualificação (direta ou por causa de uma terceira exclusão) é culpado de conduta anti-desportiva antes do jogo ser reiniciado, então para a equipe é dado mais uma punição, de tal forma que a redução será por 4 minutos (16.8, 2º parágrafo);

b) se um jogador que acabou de receber uma exclusão de 2 minutos é culpado de uma conduta anti-desportiva grosseira, antes do jogo ser reiniciado, então o jogador é além de tudo desqualificado (16.6c); essas combinações de punição conduzem à uma redução de 4 minutos (16.8, 2o parágrafo);

c) se um jogador que acabou de receber uma desqualificação (direta ou por causa de uma terceira exclusão) é culpado de conduta anti-desportiva grosseira antes do jogo ser reiniciado, então para a equipe é dada mais uma punição, de tal forma que a redução será por 4 minutos (16.8, 2º parágrafo).

16.13 As situações descritas nas Regras 16.1, 16.3, 16.6 e 16.9 geralmente envolvem ofensas durante o tempo de jogo. Para o propósito destas regras, “tempo de jogo” incluem os períodos extras, os time-outs e todos os intervalos do jogo e, no caso de 16.6, também qualquer procedimento de desempate (tal como tiros de 7 metros).

Durante tais procedimentos de desempate, os árbitros podem determinar que, como punições específicas de tempo não tem sentido, então, qualquer caso de significante ou repetida conduta anti-desportiva deveria conduzir a uma desqualificação de outras participações nestes procedimentos (2.2 Comentário).

Infrações fora do tempo de jogo

16.14 Conduta anti-desportiva, conduta anti-desportiva grosseira ou uma agressão por parte de um jogador ou oficial de equipe, que acontecem  nas imediações da quadra, mas fora do tempo de jogo, devem ser punidas como segue:

Antes do jogo:

  • uma advertência deve ser dada em caso de conduta anti-desportiva (16.1c);
  • uma desqualificação de um jogador faltoso ou oficial deve ser dada em caso de repetida ou conduta anti-desportiva grosseira ou agressão, mas a equipe tem permissão de começar com 14 jogadores e 4 oficiais; Regra 16.8, 2º parágrafo é aplicada somente por violações durante o tempo de jogo, ainda de acordo, a desqualificação não acarreta uma exclusão de 2 minutos.

Tais punições por violações anteriores ao jogo podem ser implementadas a qualquer momento durante o jogo, sempre que o jogador faltoso seja descoberto de estar participando no jogo, desde que este fato não pôde ser estabelecido ainda no momento do incidente.

Depois do jogo:

  • um relatório escrito.

Considerações Pedagógicas sobre as regras de Faltas e Punições

Handebol é jogo um violento?

Conforme visto, além das ações extra-quadra que podem refletir em faltas e punições, no geral as faltas são assinaladas por parte das equipes defensoras e em algumas vezes pelas equipes atacantes.

É responsabilidade nossa, como professor, mostrar as formas corretas de comportamento defensivo, possibilitando que menos faltas passíveis de punições sejam ocorridas durante um jogo.

Vejam que interessante: não disse que devemos evitar faltas, mas sim que devemos evitar faltas passíveis de punição.

Isso se deve a um fator que diferencia em muito o handebol de outros Jogos Desportivos Coletivos: o fato de que as faltas são comuns de acontecerem no jogo.

Ora, a regra destaca que o contato com o adversário, feito de maneira frontal e que tenha como característica atrapalhar e até mesmo impedir sua trajetória com e sem bola são permitidas. Além do mais, caso cometa-se uma falta, porém com a intenção de roubar a bola do adversário, isso novamente é compreendido como um lance costumeiro, nele a falta é assinalada e isso não acarreta em nenhuma punição.

Então, a princípio, parece que um grande problema pedagógico pode estar inserido nesse contexto: se o jogo permite faltas e essas fazem parte do cotidiano da modalidade, o handebol ganha uma conotação violenta.

Na verdade as o fato de haverem faltas permitidas possibilita que o jogo transcorra sem que necessariamente a violência predomine no ambiente de jogo. Vejamos a seguinte reflexão: no handebol o domínio com as mãos possibilita grande controle da bola o que torna difícil a recuperação da posse de bola (no futebol, por exemplo, desarmes são ações corriqueiras, o mesmo não ocorre no handebol), portanto, na tentativa de recuperá-la, haverá por parte dos árbitros a constante interpretação de erro na execução e anotação de faltas na grande maioria das ações de tentativa de recuperação. Esse fato, no desporto de alto rendimento é utilizado pela equipe adversária como um ponto a favor de sua estrutura tática, tornando isso uma estratégia defensiva: parar a equipe adversária com faltas, porém, essas faltas devem ser feitas sempre com a tentativa de buscar a bola.

No caso de faltas sem essa característica – como faltas por trás (mesmo visando a bola), empurrões laterais, agarrões, tapas e etc.. as regras são bastante intoleráveis, podendo punir com três níveis de critérios – a advertência (cartão amarelo), a exclusão (2 minutos) e a desqualificação ou expulsão (cartão vermelho).

No handebol, portanto, as atitudes realmente violentas são rapidamente punidas – não é incomum vermos uma equipe com menos de 5 minutos de jogo ter um jogador excluído por 2 minutos – o que acaba demonstrando que a violência não faz parte da lógica da modalidade.

Como ensinar meu aluno a não ser punido no jogo?

Essa reflexão principia com a idéia de que devemos a todo instante estimular a luta direta pela bola, porém, de maneira a não causar riscos ao adversário.

Portanto, toda ação de interceptação deve ser feita frontalmente, dessa forma, o deslocamento na direção da trajetória adversária é um recurso importante a se ensinar.

Dentro do “ensino pelo jogo”, inúmeras atividades que sejam ministradas em ambiente de jogo podem ser utilizadas para ensinar esse tipo de “regras de ação defensiva”: deslocar-se na direção da trajetória do adversário.

Jogos Possíveis

Para isso, novamente jogos de pega são excelentes. Uma regra que pode direcionar a aula para ensinar essa regra de ação pode ser limitar ao(s) pegador(es) que eles só podem pegar os fugitivos tocando-os no ombro.

Num segundo jogo, duas equipes disputam a posse de várias bolas e para recuperar a posse da bola (cada jogador que tem a bola não pode passá-la pra ninguém, devendo fugir com a bola), o jogador sem bola deve interceptar a trajetória adversária dominando o jogador com bola de modo a evitar que ele consiga se deslocar, utilizando para isso um contato frontal, não valendo pegar de lado ou por trás.

O jogo pega-pega gavião também é um exemplo excelente de atividade a utilizar a idéia de proteção do alvo e contato com o atacante e deve ser enfatizada a idéia de pegar o “gavião” com com contato frontal.

O jogo Pega-Pega Gavião

Para ver mais jogos pedagógicos, clique aqui.

Como usar os tipos de punição de forma pedagógica na aula?

As punições do handebol têm uma característica bastante particular, as punições mais leves – no caso a Advertência (cartão amarelo) possui um caráter coletivo, isso se dá pela seguinte característica: após o 3º cartão amarelo da equipe, todas as faltas de caráter que seriam para uma advertência passam a ser punidos por uma exclusão por 2 minutos.

Ou seja: mesmo que um jogador não tenha recebido cartões amarelos e cometa uma falta para amarelo, porém sua equipe já acumula 3 amarelos, ele será punido por uma exclusão de 2 minutos devido ao acumulo coletivo da equipe.

Dessa forma, a utilização de jogos em que haja punições coletivas que incidam em deixar as equipes com menos jogadores por um determinado período, e que crie estratégias do retorno do jogador de fora causando surpresa ao adversário fora são importantes.

Um exemplo de jogo que trabalha com essa lógica pode ser o seguinte:

Jogo em espaço reduzido de 5×5, por exemplo, no qual a equipe em posse de bole só pode se deslocar livremente sem bola e quando um jogador está em posse de bola, este somente pode dar 3 passadas.

O objetivo da equipe com bola é tocar a bola em algum jogador da equipe adversária, de forma que quando ele é tocado, fica excluído por 40 segundos, voltando em seguida.

A equipe que foge, pode interceptar o passe, de forma a tornar-se a equipe pegadora.

Ganha um ponto a equipe que conseguir reduzir o número de jogadores da outra equipe a 4, ganha mais 2 pontos se reduzir a 3, ganha mais 3 pontos se reduzir a 2 e ganha mais 4 pontos se reduzir a 1 jogador.

O que torna esse jogo motivante é o fato de que o jogador sempre terá a chance de voltar à quadra e poderá escolher o melhor momento, pois mesmo que ja se tenham passados 40 segundos, ele pode escolher um momento propício para que sua equipe tenha maior vantagem pela sua volta à quadra, mostrando, dessa forma uma possibilidade possível de ser adotada num jogo formal – voltar à quadra num momento que seja mais vantajoso à sua equipe.

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54 pensamentos sobre “Explorando Pedagogicamente as Regras do Handebol – As faltas e as Punições

  1. oi! gostaria de saber se um jogador pular fingindo que vai arremessar e passar a bola pro colega é falta? existe pulo perdido?
    sem mais , obrigado.

  2. Claro que sim!
    Você pode saltar a e passa a bola para um companheiro sem problemas.

    O que não pode ser feito é realizr os três passos (que se chama ritmo trifásico) saltar e cair, pois isso caracteriza vc realizar o quarto passo, entendeu?

    Caso vc receba a bola, realize o trifásico, salte e antes de cair, quique a bola no chão e ai você tocar o solo, não há problemas, pois vc pode der três passos e noamente quicar a bola.

    Abraços,

  3. oi!! eu gostaria de saber quais são as faltas leves e as faltas graves e as infração?
    e quais são as regras do goleiro.
    xauuu;

  4. não me ajudoou muuuuuuuuito mas foi bem legal pesquisar nesse site valeu povoo

    as informações foi ‘espertas’ mais nao ajudou no trabalho

    beijos , ate um dia

  5. Quero saber qual a penalidade para um falta de substituição?
    Não consigoo achar e preciso dessa resposta para concluir meu trabalho!!
    obrigada!

    • Não existe limites. Para o jogador ser punido, depende da violencia da falta e da sua recorrência (se é muito repetitiva). Espero ter esclarecido sua dúvida. Abraços, prof. Lucas

  6. eu gostaria de saber quais sao as faltas e porque
    que eu vou fazer um jogo mas nao sei jogar hand ainda
    eu gostaria de saber quais sao as faltas e porque elas sao ocorridas

  7. cara e muito boooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooom!!!!

    • Não necessariamente. O arbitro pode interpretar como um lance normal. No entato, a repetição de tal situação ou mesmo a interpretação de intencionalidade pode ser entendida como falta, gerando inclusive punições. Abraços,

  8. Para cobrar o lateral é necessiário que, pelo menos, um dos pés esteja pisando à linha lateral no momento da cobrança. O segundo pé pode ficar em contato com qualquer lugar (dentro ou fora da quadra). Por ser cobrado com o pé sobre a linha, entende-se que a cobrança é feita de dentro da quadra, logo, se a bola entrar no gol diretamente de uma cobrança de lateral o gol é válido. Abraços,

  9. em um jogo de handebol..o jogador esta cobrando uma falta..e o adversario levanta o braço e derruba o jogado..oq se pode fazer para q isso nao aconteça..por favor me responda e um trabalho de ed.fisica de faculdade..obrigada desde ja..

  10. BOM dia BOA tarde ou BOA noite no meu conteudo de ed. fisica sobre handebol tem dizendo o seguinte : objetivo fundamentos regras violaçoes e consideraçao. A pergunta e a seguinte se na prova estiver perguntando quais sao as regras, na resposta poderia botar o que e permitido ou nao nas violaçoes.Estarisa certo ou errado?????

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