Explorando Pedagogicamente as Regras do Handebol – A Equipe, o Goleiro e a Área do Goleiro

Continuando o estudo que visa explorar pedagogicamente as regras oficiais do handebol, comentarei agora sobre as regras que incidem nos goleiros e na formação de uma equipe. (Fonte: http://www.ligahand.com.br/confe/regrasl.php)

Regra IV – A Equipe, Substituições e Equipamentos (Regra colocada parcialmente, dando ênfase para a formação da equipe, apenas)

4.1 Uma equipe consiste de 14 jogadores.
Não mais do que 7 jogadores podem estar presentes na quadra de jogo ao mesmo tempo. Os demais jogadores são substitutos.

Durante todo o tempo do jogo, a equipe deve ter um dos jogadores na quadra designado como goleiro. Um jogador que está jogando na posição de goleiro pode se tornar um jogador de quadra a qualquer momento. Do mesmo modo, um jogador de quadra pode se tornar um goleiro a qualquer momento (ver, contudo, Regras 4.4 e 4.7).

Uma equipe deve ter pelo menos 5 jogadores na quadra no começo do jogo.

O número de jogadores da equipe pode ser aumentado até 14, a qualquer momento durante o jogo, incluindo o período extra.

O jogo pode continuar mesmo se uma equipe ficar reduzida a menos de 5 jogadores na quadra. Depende dos árbitros julgarem se e quando o jogo deveria ser suspenso permanentemente (17.12).

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Regra V – O Goleiro

Ao goleiro é permitido:
5.1 Tocar a bola com qualquer parte do seu corpo enquanto numa tentativa de defesa, dentro da sua área de gol.
5.2 Mover-se com posse de bola dentro da área de gol, sem estar sujeito as restrições aplicadas aos jogadores de quadra (Regras 7.2-4, 7.7); ao goleiro não é permitido, contudo, atrasar a execução do tiro de meta (Regras 6.4-5, 12.2 e 15.5b);
5.3 Sair da área de gol sem a bola e participar do jogo na área de jogo; enquanto fizer isto, o goleiro se sujeita às mesmas regras aplicadas aos jogadores na área de jogo;
O goleiro é considerado fora da área de gol tão logo qualquer parte de seu corpo toque o solo no lado de fora da linha da área de gol;
5.4 Sair da área de gol com a bola e jogá-la de novo no área de jogo, se ele não tiver o completo controle da mesma.

Ao goleiro não é permitido:
5.5 Colocar em perigo o adversário enquanto em uma tentativa de defesa (8.2, 8.5);
5.6 Sair da área de gol com a bola sob controle ; isto conduz a um tiro livre (de acordo com 6.1, 13.1 a, e 15.7, 3º parágrafo), se os árbitros tinham apitado para a execução do tiro de meta; senão, simplesmente se repete o tiro de meta (15.7, 2º parágrafo); (ver, contudo, a interpretação da vantagem em 15.7, se o goleiro estava para perder a bola fora da área de gol após ter cruzado a linha com a bola em suas mãos);
5.7 Tocar a bola quando ela está parada ou rolando no solo do lado de fora da área de gol, enquanto ele estiver dentro da área de gol (6.1, 13.1 a);
5.8 Levar a bola para dentro da área de gol quando ela está parada ou rolando no solo no lado de fora da área de gol (6.1, 13.1 a);
5.9 Reentrar na área de gol vindo do terreno de jogo com posse de bola (6.1, 13.1 a);
5.10 Tocar a bola com o pé ou a perna abaixo do joelho, quando ela estiver parada no solo na área de gol ou movendo-se para fora em direção à área de jogo (13.1 a);
5.11 Cruzar a linha de limitação do goleiro (linha de 4 metros) ou sua projeção em ambos os lados, antes que a bola tenha saído da mão do adversário que está executando um tiro de 7 metros (14.9).

Regra VI – A Área de gol

6.1 Somente ao goleiro é permitido entrar na área de gol (ver, contudo, 6.3). A área de gol, que inclui a linha da área de gol, é considerada invadida quando um jogador de quadra a toca com qualquer parte de seu corpo.

6.2 Quando um jogador de quadra entra na área de gol, as decisões devem ser as seguintes:

* tiro de meta quando um jogador de quadra da equipe que está em posse de bola entra na área de gol com a bola ou entra sem a bola, mas ganha vantagem fazendo isto (12.1);
* tiro livre, quando um jogador de quadra da equipe defensora entra na área de gol e ganha vantagem mas sem impedir uma chance de marcar um gol (13.1b), ver também Esclarecimento nº 5.1;
* tiro de 7 metros, quando um jogador de quadra da equipe defensora entra na área de gol e por causa disto impede uma clara chance de marcar um gol (14.1 a).

6.2 Entrar na área de gol não é penalizado quando:

1. um jogador entra na área de gol depois de jogar a bola, desde que isto não crie uma desvantagem para os adversários;
2. m jogador de uma das equipes entra na área de gol sem a bola e não ganha vantagem fazendo isso.

6.3 A bola é considerada estar “fora de jogo” quando o goleiro a controla com suas mãos dentro da área de gol (12.1). A bola deve ser colocada de volta em jogo através de um tiro de meta (12.2).

6.4 A bola permanece em jogo, enquanto ela está rolando no solo dentro da área de gol. Ela está em posse da equipe do goleiro e somente o goleiro pode tocá-la. O goleiro pode pegá-la, o que a trará para fora de jogo, e então colocá-la novamente em jogo, de acordo com 6.4 e 12.1-2 (ver, contudo, 6.7b). Isto conduz a um tiro livre (13.1 a) se a bola for tocada por um companheiro do goleiro enquanto ela estiver rolando (ver, contudo, 14.1 a, em conjunto com o Esclarecimento nº 8c), e o jogo será continuado com tiro de meta (12.1 (iii)) se ela for tocada por um adversário.

A bola está fora de jogo, logo que ela estiver parada no piso dentro da área de gol (12.1 (ii)). Ela está em posse da equipe do goleiro e somente o goleiro pode tocá-la. O goleiro deve colocá-la novamente em jogo de acordo com 6.4 e 12.2 (ver, contudo, 6.7b).

Permanece como tiro de meta se a bola for tocada por qualquer outro jogador de qualquer equipe (12.1, 2º parágrafo, 13.3).

Está totalmente permitido tocar a bola quando ela estiver no ar sobre a área de gol.

6.5 A bola permanece em jogo, enquanto ela está rolando no solo dentro da área de gol. Ela está em posse da equipe do goleiro e somente o goleiro pode tocá-la. O goleiro pode pegá-la, o que a trará para fora de jogo, e então colocá-la novamente em jogo, de acordo com 6.4 e 12.1-2 (ver, contudo, 6.7b). Isto conduz a um tiro livre (13.1 a) se a bola for tocada por um companheiro do goleiro enquanto ela estiver rolando (ver, contudo, 14.1 a, em conjunto com o Esclarecimento nº 8c), e o jogo será continuado com tiro de meta (12.1 (iii)) se ela for tocada por um adversário.

A bola está fora de jogo, logo que ela estiver parada no piso dentro da área de gol (12.1 (ii)). Ela está em posse da equipe do goleiro e somente o goleiro pode tocá-la. O goleiro deve colocá-la novamente em jogo de acordo com 6.4 e 12.2 (ver, contudo, 6.7b).

Permanece como tiro de meta se a bola for tocada por qualquer outro jogador de qualquer equipe (12.1, 2º parágrafo, 13.3).

Está totalmente permitido tocar a bola quando ela estiver no ar sobre a área de gol.

6.6 O jogo deve continuar (através de um tiro de meta segundo a regra 6.4-5) se um jogador da equipe defensora tocar a bola quando em um ato de defesa, e a bola é agarrada pelo goleiro ou vem a permanecer dentro da área de gol.

6.7 Se um jogador jogar a bola dentro de sua própria área de gol, as decisões devem ser as seguintes:

* gol, se a bola entrar na baliza;
* tiro livre, se a bola vier a permanecer dentro da área de gol, ou se o goleiro tocar a bola e ela não entrar na baliza (13.1 a-b);
* tiro lateral, se a bola sair pela linha de fundo (11.1);
* o jogo continua, se a bola passar através da área de gol e voltar para o área de jogo, sem ser tocada pelo goleiro.

6.8 A bola que retorna da área de gol para a área de jogo permanece em jogo.

Considerações Pedagógicas sobre as regras do Goleiro de Handebol e a Formação da Equipe

Foco nas considerações sobre o goleiro

Falar do goleiro sempre é uma tarefa importantíssima na iniciação do handebol. Como principais pontos a serem esclarecido nesse artigo, citarei especificamente como as regras que falam (1) do fato de este poder jogar normalmente como um jogador de quadra ter a partir disso sobre ele a aplicação das mesmas regras que os jogadores de quadra; e (2) existência de uma área exclusiva ao goleiro; podem ser compreendidas e consideradas num processo pedagógico do handebol.

Atuando como jogador de quadra e as considerações pedagógicas

Ao observar que o goleiro pode sair livremente de sua área sem a posse de bola e atuar como um jogador de quadra torna-se possível verificar a importância de, em um processo de iniciação à modalidade, o goleiro não vir a ser uma posição específica do processo pedagógico, mas sim como um conteúdo que deve abranger toda a iniciação da modalidade, a final, segundo esclarece as regras, o goleiro pode jogar na quadra, normalmente, porém, o jogador de quadra não pode atuar como goleiro.
Todos os alunos devem vivenciar situações de proteção de alvos variados (mini ou grandes gols, cones, áreas e etc..) além da vivência das ações da quadra, pois numa perspectiva global de ensino não podemos pensar em hipótese alguma na especialização de goleiros apenas no gol e de jogadores de quadra apenas na quadra, uma vez que verificamos que um goleiro pode atuar tanto dentro quanto fora de sua área.

A área exclusiva e as considerações pedagógicas

Outro fato importante a ser destacado é a existência de uma era exclusiva para o goleiro. Observando esse fato, mostra-se uma grande diferenciação que o goleiro de handebol poderá ter se comparado a goleiros de outras modalidades, como o futsal e o futebol.
A bola, ao adentrar na área e ter o contato do goleiro passa, segundo as regras a ser compreendida como bola “fora de jogo”, e esta só voltará a entrar em jogo caso o goleiro a reponha para fora dessa área.
Portanto, havendo essa característica, observa-se como os goleiros de handebol podem dissociar a forma de defender se alvo apenas da utilização das mãos, pois devido à existência de uma área que seja exclusiva a ele, o goleiro poderá apenas interceptar a bola, sem a preocupação em dar, ou não, rebote, pois mesmo que o rebote seja dado e a bola ainda estiver em sua área, ela estará “fora de jogo”, segundo as regras.
Na iniciação, portanto, as atividades de aprendizagem das situações do goleiro devem contar com a presença de regras que estimulem ao aluno que está protegendo um alvo, a possibilidade dele “dar rebotes” sem que isso seja um problema grave para sua equipe, estimulando assim, a utilização dos pés, do braço e do tronco, além de suas mãos.
Isso pode se dar através de jogos em que existam áreas exclusivas dividindo duas equipes (Queimadas, Jogos de Rede em que a bola não possa cair no chão de primeira, jogo de alvos com a existência de áreas exclusivas para um defensor dos alvos, e outras adaptações).

Foco sobre a formação da equipe

Analisando a formação da equipe, nos deparamos inicialmente com números – “não menos que 7 jogadores podem estar presentes na quadra ao mesmo tempo”.
Verificamos, porém, que uma partida pode ser iniciada mesmo que haja apenas 5 jogadores de quadra e ainda é possível perceber pelas regras que em alguns momentos da partida, poderá existir um número ainda menor de jogadores de uma equipe.
Portanto, o número de jogadores de uma equipe num jogo formal pode variar e, portanto, faz-se necessário que jogos com variação de números de jogadores façam parte do processo pedagógico.
Unindo essa idéia de “variação de número de jogadores” com a idéia tratada no artigo anterior de adaptação de tamanho da quadra (clique aqui e veja o artigo anterior) torna-se importante que as várias situações numéricas de um jogo de handebol sejam vivenciadas (1×1, 2×2, 3×3, 3×2, 4×3, 4×2, 5×1, 5×5 e etc..).
Isso não impede que jogos com mais que 7 jogadores por equipe possam ser feitos, isso, pensando num processo de iniciação, torna-se também necessário, aumentando o suporte de jogadores para os iniciantes, ajudando a realização de passes e facilitando encontrar colegas desmarcados para que o jogo aconteça.
Greco & Benda (1998 ) destacam a utilização de uma “metodologia situacional” onde as situações do jogo, com variado número de jogadores das equipes sejam exploradas.

Bibliografia

GRECO, Pablo Juan., BENDA, Rodolfo Novellino. Iniciação esportiva universal: da aprendizagem motora ao treinamento técnico. Belo Horizonte: UFMG, 1998

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40 pensamentos sobre “Explorando Pedagogicamente as Regras do Handebol – A Equipe, o Goleiro e a Área do Goleiro

  1. Ola gostaria de obter maiores detalhes de como iniciar um trabalho com goleiro de handebol.
    Agradeceria qualquer orientação.
    Obrigada
    Waldir Tapetti

  2. Olha Nik! Esse artigo é relacionado apenas à essas regras mencionadas acima, que dizem repeito à formação da equipe, às regras que incidem sobre o goleiro e sobre a área do goleiro.

    No prórpio artigo existe o link direto para a página da Confederação Brasileira de Handebol em sua parte específica de regras.

    Ao fim do artigo também existe links para outros textos do site sobre regras.

    Abraços,

  3. Olá, sou professora da rede estadual de SP, ministro aulas de primeira à quarta séries. Este ano será o primeiro com o handebol….sinceramente nunca gostei do jogo!Sempre levei muitas cotoveladas e também não conseguia segurar a bola!!!hahaha… Mas sei que isso não tem nada haver com meus alunos, então preciso tentar fazer o meu melhor trabalho! Porém como nunca gostei me sinto insegura com relação ao esporte. Por isso gostaria de lhe pedir que me socorresse!!!Já peguei muitas informações no site, mas se você tivesse algo mais específico para essa idade e pudesse me enviar no e-mail eu agradeço!
    Abraço!
    Perla

  4. gostei muito das dicas!!!sou treinador de uma escola vicentina.comecei a trabalhar este ano com o hand.gosto muito mais ainda estou meio perdido e ler me ajuda muito .obrigado…..

  5. Bom nesse site nao tem quem enventou que ano enventou onde enventou sobre passe arremessos recepção drible
    e o principal Oque é Handebol o histórico do Handebol.
    Esse site é bom mas ñ tem isso.

  6. olha quando for fazer um site capricha porque esse alem de não prestar ainda não tem o que eu quero que site pobre!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  7. pq as pessoas, ao invés de criticar e até mesmo esculachar, não buscam ajudar o site e a quem aqui posta seus artigos, a melhorar e a enriquecer os conteúdos deste.
    antes de criticar, façam melhor!

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